Boavista empata FC Porto. Os dramáticos minutos finais de um campeão

Terceiro jogo consecutivo a falhar a vitória nos descontos. Desta vez, recuperou de 0-2 para 2-2, falhou penálti aos 86" e festejou três minutos um golo que seria anulado

O Boavista conseguiu um ponto improvável, num campo (Antas ou Dragão) em que só tinha ganho duas vezes para o campeonato. E até podia ter sido melhor: bater o rival da Invicta e sair da zona vermelha. Pelo menos, entregou a lanterna vermelha ao Famalicão (igualdade pontual).

O FC Porto voltou a sabotar a sua superioridade, desta vez com um guião diferente. Entrou mal, fez uma primeira parte em perda, permitindo que o adversário tivesse ascendente e secasse o ataque do campeão.

Logo aos 8", Porozo fez o 0-1, cabeceando para golo um canto. A bola bateu na barra e anichou-se na baliza de Marchesín.

Marchesín que foi a grande figura do FC Porto na primeira parte. Negou dois golos a Elis, o pujante e frenético avançado do Boavista. Com duas defesas a mostra instinto e rapidez. Uma logo aos 2", outra aos 31".

Aos 45"+1", em cima do intervalo, portanto, nada a fazer. Elis foi servido por Mangas e deslizou para tocar a bola com o corpo para o 0-2.

O FC Porto colocou-se a jeito, diga-se.

Mas a segunda parte começou com bons augúrios. Logo aos 54", golo do FC Porto. Confusão na área, Taremi mostrou-se, rematou em força, a bola talvez não fosse para a baliza, mas desviou em Porozo e foi meso. Estava reduzida a desvantagem com tanto tempo para jogar.

Exceto uma defesa de Léo Jardim a remate de longe de Sérgio Oliveira, o Boavista aguentava as investidas dos dragões. Mais coração do que cabeça, mais alma do que pernas.

Esse lance, aos 78", foi um sinal do duelo que se seguiria da marca dos 11 metros. Aos 80", Manuel Mota assinalou penálti por falta de Devenish sobre Evanilson. Sérgio Oliveira ganhava o round 2 a Léo e empatava.

Pouco antes, tinha entrado uma das grandes promessas do FC Porto. Francisco Conceição, filho do treinador Sérgio.

Aos 85, não se inibiu de ir para cima dos adversários dentro da área. Mangas tocou no jovem portista e Manuel Mota assinalou novo penálti.

Só que, desta vez, Sérgio Oliveira acertou no poste.

O empate subsistia, mas mais um rasgo de Francisco deixou a defesa boavisteira em alvoroço, causou carambolas na área do Boavista, a bola sobrou para Evanilson, que rematou à baliza, um defesa bloqueou o remate e a bola embateu na mão do brasileiro e foi para golo. Léo não conseguiu evitar a trajetória.

Festejava-se com grande emoção no Dragão, com pai (Sérgio) e filho (Francisco) em abraços emocionados.

Pouco depois, Manuel Mota dá sinal de que o VAR estaria a rever o lance. Nas repetições percebeu-se que só podia ser mão de Evanilson. E assim decidiu o VAR.

Da euforia à depressão, foram três minutos: o lance ocorreu aos 90" e foi revertido aos 90"+3".

Este lance acabou com a capacidade emocional e física do FC Porto. E com o jogo.

O Boavista voltava a somar pontos (um) frente ao FC Porto, após 13 derrotas consecutivas. E deixou a lanterna vermelha em Famalicão (ambos com 15 pontos).

Já o FC Porto somou o terceiro empate seguido na Liga, após o 0-0 no Jamor com o Belenenses e o 2-2 em Braga. Nas últimas seis jornadas, é o quatro empate (e duas vitórias pelo meio).

Se, este domingo, Braga (visita ao Santa Clara) e Benfica (visita ao Moreirense) vencerem, ficam a um ponto do 2.º lugar do FC Porto.

E se o Sporting bater o Paços de Ferreira em Alvalade, na segunda-feira, a distância para o líder aumentará para dez pontos.

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