Benfica vence (4-3) e acaba com invencibilidade do Sporting

Grande jogo, com golos e emoção. As águias dominaram a primeira parte; os leões mandaram na segunda. Seferovic e Pedro Gonçalves saíram empatados na luta dos melhores marcadores.

Um grande dérbi, sete golos, e que bem merecia ter tido público no Estádio da Luz. Desde a época 1993-94, no famoso 3-6, que um jogo entre os dois rivais de Lisboa não tinha tantos golos! Venceu o Benfica, por 4-3, uma derrota que custou aos leões a possibilidade de pela primeira vez na história terminarem um campeonato sem derrotas. Mesmo assim ficou o registo de 32 partidas sem perder, num ano mágico em que a equipa se sagrou campeã nacional.

Foi um jogo digno da história do dérbi eterno, no qual o Benfica dominou por completo a primeira parte, chegou ao intervalo a vencer por 3-1, mas foi surpreendido pela grande segunda parte do Sporting, que foi conseguindo recuperar a desvantagem, mas que não chegou para vencer.

Depois da revolução na equipa feita no jogo com o Nacional, o treinador Jorge Jesus voltou a apostar nos mais utilizados, com Taarabt, Everton, Diogo Gonçalves, Vertonghen, Grimaldo, Weigl e Pizzi de regresso ao onze inicial. A exceção foi Rafa, que ficou no banco. No Sporting, Rúben Amorim procedeu a várias alterações, lançando de início João Pereira (capitão), Matheus Reis, Daniel Bragança e Matheus Nunes. Porro (lesionado), Feddal (castigado), Palhinha e João Mário ficaram fora do onze - estes dois últimos começaram no banco.

Com as duas equipas a jogarem declaradamente com três centrais, o Benfica chegou ao golo logo aos 12 minutos. Pizzi (grande exibição) fez uma assistência primorosa para Seferovic, o suíço ficou isolado e picou a bola sobre o guarda-redes Adán, com o defesa Nuno Mendes ainda a esticar-se mas a não conseguir evitar que a bola passasse a linha de golo.

A primeira parte teve sinal mais do Benfica (talvez os melhores 45 minutos desta época), que saía melhor nas transições para o ataque, de forma rápida, a tentar surpreender os jogadores mais recuados do Sporting. E foram-se sucedendo lances na área leonina. A equipa de Rúben Amorim sentiu muitas dificuldades, mas dispôs também de algumas boas iniciativas, quase sempre privilegiando o corredor esquerdo através da velocidade de Nuno Santos.

Aos 29", o Benfica chegou ao segundo golo, numa jogada fantástica e uma conclusão muito parecida com o lance do primeiro. O brasileiro Everton fez uma diagonal, arrancou uma assistência de calcanhar que apanhou de surpresa a defesa leonina, e depois Pizzi, diante de Adán, picou a bola por cima do guardião espanhol. E o terceiro não demorou, novamente com Pizzi como protagonista, aos 37", a apontar um pontapé de canto para Lucas Veríssimo cabecear para o fundo das redes.

Estava assim à vista o fim da invencibilidade do leão no campeonato, que mesmo assim conseguiu reduzir em cima do intervalo, através de Pedro Gonçalves, com um remate colocado de fora da área.

O que ninguém esperava, certamente, era a reação do Sporting na segunda parte. Aos 49 minutos, e na penúltima jornada do campeonato, o Benfica dispôs da primeira grande penalidade a seu favor na Liga. Seferovic marcou e deu contornos de goleada ao resultado na Luz. Mas afinal a história não era bem assim.

Já com Palhinha e João Mário em campo (entraram logo após o intervalo), o Sporting transfigurou-se. Começou a dominar o jogo e adivinhava-se um golo a qualquer momento. E assim foi. Aos 62 minutos, Nuno Santos reduziu para 4-2. Um golo que deu ainda mais ânimo aos leões, perante um Benfica estranhamente apático.

Aos 77", Pedro Gonçalves bisou de grande penalidade e deixou tudo em aberto na Luz para os últimos minutos. Um remate certeiro que permitiu ao jogador leonino voltar a igualar os 20 golos de Seferovic na luta pelo melhor marcador do campeonato. Até ao final, uma e outra equipa tiveram boas oportunidades, mas ora por falta de pontaria, ora pelas boas ações dos guarda-redes, o resultado não sofreu alterações.

Além da perda da invencibilidade, o Sporting desperdiçou ainda a oportunidade a bater o recorde de pontos da sua história, pois no máximo, a uma jornada do fim, poderá chegar aos 85 - na temporada 2015-16 fez um total de 86... mas não foi campeão. Já o Benfica terminou o jogo ainda a sonhar com o segundo lugar e acesso direto à Champions. Mas a vitória do FC Porto em Vila do Conde impediu que este objetivo se prolongasse para a útlima jornada. As águias vão terminar o campeonato mesmo no 3.º lugar.

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