À procura do quarto título consecutivo em Wimbledon, Djokovic tem obstáculo duro

No sorteio ontem realizado, o sérvio ficou a saber que poderá ter pela frente a revelação Carlos Alcaraz. Duelo com Rafael Nadal, só na final. João Sousa estreia-se com francês Gasquet.

Novak Djokovic ficou ontem a conhecer o caminho que o poderá levar ao quarto título consecutivo e sétimo da sua carreira no torneio de ténis de Wimbledon, que se inicia segunda-feira. O sérvio, número três do ranking ATP, não terá uma tarefa fácil, uma vez que se passar as quatro primeiras rondas, poderá ter pela frente nos quartos-de-final o espanhol Carlos Alcaraz, grande revelação da época, que aos 19 anos já é o sétimo melhor tenista do mundo, depois de este ano ter vencido os torneios de Madrid, Barcelona, Miami e Rio de Janeiro.

No ano em que se comemoram os 100 anos do court central do All England Club, Djokovic está apostado em fazer história e igualar os sete títulos do norte-americano Pete Sampras, ficando a apenas um do suíço Roger Federer, detentor do recorde de triunfos na era Open. Além disso, se erguer o troféu em Wimbledon ficará a apenas um de igualar o recorde de cinco títulos consecutivos de Federer e do sueco Bjorn Börg e, além disso, ficará a um Grand Slams de igualar a histórica marca de 22 majors ganhos pelo espanhol Rafael Nadal, que também estará em competição.

Mas para chegar à glória na relva de Londres, Djokovic terá de jogar segunda-feira, no court central, com o sul-coreano Soonwoo Kwon, para conquistar o direito de passar à segunda ronda, onde o espera o vencedor do jogo entre o australiano Thanasi Kokkinakis ou o polaco Kamil Majchrzak.

Nadal, o outro favorito embora não sendo especialista em pisos de relva, vai ter na ronda inaugural do torneio um embate com o argentino Francisco Cerúndolo (42.º ATP), com quem nunca jogou. Se, como tudo indica, for apurado, o espanhol de 36 anos vai defrontar o vencedor do encontro entre o norte-americano Sam Querrey (99.º) e o lituano Ricardas Berankis (106.º). No caminho de Nadal, as maiores dificuldades podem surgir nos oitavos-de-final, onde poderá ter pela frente o croata Marin Cilic (17.º) ou nos quartos com o canadiano Félix Auger-Aliassime, com quem teve de jogar cinco difíceis sets em Roland Garros.

Certo é que Djokovic e Nadal só poderão defrontar-se na final. Apesar da lesão num pé, o espanhol vai procurar o seu terceiro título em Wimbledon, depois de vencer em 2008 e 2010, para assim manter o pleno de vitórias de Gland Slam em 2022, após conquistar os títulos na Austrália e em Roland Garros. Aliás, se vencer em Londres e, depois, no US Open, o espanhol conseguirá aos 36 anos um feito raro: vencer os quatro majors no mesmo ano, algo que em masculinos foi apenas alcançado por Donald Budge (1938) e Rod Laver (1962 e 1969).

Sousa estreia-se com Gasquet

O português João Sousa (59.º ATP) vai medir forças na primeira ronda com o francês Richard Gasquet (69.º), a quem venceu em maio no torneio de Génova. Se voltar a ter sucesso, o tenista de Guimarães irá enfrentar depois o croata Marin Cilic ou o norte-americano Mackenzie McDonald.

No quadro feminino, a polaca Iga Swiatek, líder do ranking, vai estrear-se em Wimbledon com a croata Jana Fett, que vem das qualificações. Já a norte-americana Serena Williams, de regresso à competição graças a um wild card, terá como primeira adversária a francesa Harmony Tan (113.ª).

*com agências

carlos.nogueira@dn.pt

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