A arte de bem jogar com recital e goleada à medida de CR117

Exibição brilhante da equipa de Fernando Santos resulta num 4-0 perante uma Suíça que ameaçou complicar e acabou despedaçada em Alvalade. Portugal assume liderança do Grupo 2 com quatro pontos

Goleada e recital de futebol. Portugal fez uma das suas melhores exibições da era Fernando Santos e bateu a Suíça por 4-0, em partida da segunda jornada do Grupo 2 da Liga das Nações A disputada em Lisboa. E, se a ausência de Cristiano Ronaldo em Sevilha levantou alguma polémica, a partida deste domingo deu razão à opção do selecionador: o capitão surgiu fresco que nem uma alface num jogo em que a equipa teve mais posse de bola e chegada à área, bisou (e ainda desperdiçou mais alguns golos) e chegou aos 117 remates certeiros pela seleção, ajudando a dar ainda mais expressão à bela atuação coletiva, pincelada com momentos brilhantes.

Praticamente um ano depois, a seleção regressou a Alvalade e Fernando Santos fez muitas alterações em relação ao empate frente à Espanha, da baliza (com Rui Patrício a regressar à titularidade) ao ataque - a exceção foi mesmo o setor defensivo, onde apenas Raphaël Guerreiro cedeu o seu posto a Nuno Mendes. No resto, Bruno Fernandes e Otávio repetiram a sua presença na equipa inicial, com CR7 a atuar, desta feita e como se esperava, de início. Do outro lado, Murat Yakin também mexeu substancialmente no onze comparativamente ao primeiro jogo, com seis alterações, destacando-se a presença se Shaqiri e Seferovic - tendo ainda perdido Vargas durante o aquecimento.

Após um arranque lento de jogo, nada faria prever a meia hora sublime que a seleção nacional arrancou. No primeiros 15 minutos, a equipa sentiu dificuldades para sair da pressão alta efetuada pelos suíços e ainda apanhou um valente susto quando, na sequência de um canto, Seferovic colocou a bola dentro da baliza: o lance acabaria, porém, anulado por mão do central Schär. Passado esse período, e na primeira vez que chegou com algum perigo à área contrária, Portugal beneficiou de um livre direto em posição quase frontal, por falta do azarado Schär sobre Otávio. CR7 marcou em força e por baixo, Kobel defendeu como pôde, e William Carvalho fez a recarga vitoriosa para a baliza deserta.

E foram só mais três

A reação helvética traduziu-se em três remates sem perigo de longe e a resposta foi rápida, quando CR7 amorteceu para um remate de Otávio, lançando a equipas das quinas para um período brilhante em que podia ter chegado a um resultado histórico, tantas foram as ocasiões criadas. Com espaço nas costas da defesa, Portugal encetou uma série de transições que semearam o caos na esburacada defesa visitante e fez o 2-0 num excelente lance coletivo: do toque de cabeça de Otávio ao carrinho de Bruno Fernandes, acabando numa assistência de Diogo Jota para CR7 fazer o seu 116º golo pela seleção (35').

O 3-0 surgiu quatro minutos depois, iniciado num túnel de Bruno Fernandes para Nuno Mendes, que centrou para Diogo Jota acertar no pé de Kobel. À espreita, CR não perdoou numa recarga fácil. E o capitão português ainda desperdiçou duas excelentes ocasiões para repetir o hat-trick de há três anos frente ao mesmo adversário - pelo meio, Jota ainda esteve isolado e Pepe acertou uma cabeçada no poste, após um canto. A máquina suíça, que tão bem funcionara no período inicial, chegou ao intervalo completamente escaqueirada.

Na segunda metade, Portugal continuou a dominar as operações, embora tenha, naturalmente, baixado o ritmo. Ainda assim, até conseguiu marcar rapidamente, por Cristiano num lance que acabou anulado devido a um fora de jogo inicial de Diogo Jota, mas o quarto golo acabaria por aparecer mesmo, aos 68 minutos: Bernardo Silva, entrado um minuto antes, lançou João Cancelo com um passe brilhante, e o lateral contornou Kobel e rematou para a baliza deserta. Um golo à City para encerrar em beleza a noite.

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