Benfica volta a bater o Estoril e confirma presença na final da Taça

O Benfica venceu esta quinta-feira o Estoril Praia, por 2-0, em jogo da segunda mão da meia-final da Taça de Portugal, e confirmou o encontro com o Sp. Braga na final da competição.

Depois de um triunfo por 3-1 fora de portas na primeira mão, que já deixava os encarnados com a final no horizonte, o treinador Jorge Jesus operou uma revolução na equipa, mantendo apenas o recém-chegado Lucas Veríssimo no eixo da defesa e lançando 10 novidades em relação ao último jogo, frente ao Rio Ave (2-0): Vlachodimos, Gilberto, Otamendi, Nuno Tavares, Gabriel, Pizzi, Pedrinho, Cervi, Chiquinho e Gonçalo Ramos.

Já o Estoril, atual líder da II Liga, também não poupou nas mudanças face ao embate com o Benfica B (3-2), no domingo, e surgiu com oito alterações no onze. A ambição de chegar à final da Taça podia ser grande, mas a montanha para escalar na Luz era maior -- depois do desaire na primeira mão -- e o técnico Bruno Pinheiro não hesitou em rodar a equipa.

Sem surpresa, o resultado da primeira mão marcou sempre o ritmo do jogo, que apenas flutuou consoante a vontade do Benfica ser maior ou menor em chegar ao golo. Nos primeiros minutos isso até esteve perto de acontecer, graças a Pizzi ou Pedrinho, mas depois o jogo caiu para uma toada pouco intensa, com o natural controlo dos encarnados a chegar para gerir o encontro sem sobressaltos.

Os lances de perigo escasseavam e só Otamendi esteve verdadeiramente perto de marcar antes do primeiro golo, mas o cabeceamento do central argentino saiu ao lado, após uma falha do guardião Thiago Silva. Contudo, o Estoril voltaria a falhar - desta feita por Hugo Gomes - e, então, o Benfica não perdoou: aos 43, Chiquinho recolheu um passe falhado do central estorilista e assistiu o jovem Gonçalo Ramos, que converteu a oferta no 1-0.

O intervalo surgiu logo a seguir e acabou por revelar um Benfica mais afoito, pressionante e em crescendo, à semelhança do que ocorrera na partida com os vila-condenses, em que apenas selaram a vitória nos derradeiros 45 minutos.

O golo sofrido em cima do intervalo acabou por esfumar as já reduzidas hipóteses do Estoril em contrariar a anunciada eliminação e a equipa de Bruno Pinheiro entregou-se a uma gestão pragmática de esforço.

A segunda parte foi, assim, uma longa caminhada do Benfica rumo ao segundo golo, que esteve perto de ser bem-sucedida nos atalhos de Cervi ou Pizzi, mas que apenas chegou por uma rota iniciada no banco de suplentes. Luca Waldschmidt entrou a cerca de 20 minutos do final e acabou por picar o ponto em cima dos 90, com uma finalização segura e eficaz diante de um desamparado Thiago Silva, após assistência de Taarabt (outro suplente utilizado).

O 2-0 final sublinhou de forma clara as distâncias entre Benfica e Estoril nesta eliminatória, com o conjunto de Jorge Jesus a seguir para a ansiada final, praticamente a única prova em que pode aspirar ao título, face à distância para o topo na I Liga. Do outro lado estará o Sporting de Braga, que vai encontrar pela primeira vez numa final da Taça de Portugal.

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