Exclusivo Uma mulher entre aspas

O filme de Andrew Dominik, Blonde, tem por base o admirável romance homónimo de Joyce Carol Oates: o exercício literário apresenta-se, neste caso, como uma narrativa assombrada pelo cinema.

Peço antecipadamente desculpa se estou a cometer um lapso informativo, mas fiz uma pesquisa em várias lojas da Internet (algumas com ligação a circuitos de livrarias) e creio que a tradução portuguesa de Blonde, o prodigioso romance de Joyce Carol Oates em que se baseia o filme de Andrew Dominik, deixou de estar disponível no nosso mercado (a primeira edição surgiu em 2001, com chancela da Editorial Notícias). Mesmo algumas edições noutras línguas estão à venda com a indicação: "notifiquem-me quando disponível".

Não se tratar de ceder ao vício futebolístico de distribuir "culpas"... Haverá, uma coleção de fatores, por certo de natureza internacional, para explicar a situação, em qualquer caso desconcertante, do livro Blonde. Ainda assim, em algumas lojas virtuais portuguesas, está disponível a reedição em inglês, motivada pelo aparecimento do filme. Não encontrei (e também neste caso, a minha pesquisa pode ter sido imperfeita) a edição brasileira, com Ana de Armas na capa, lançada pela Harper Collins Brasil; pormenor bizarro: no respetivo site, refere-se que o livro inspirou, não um filme, mas a "série homónima" da Netflix.

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