Técnicos do CCB fazem greve às horas extraordinárias

Em causa, segundo os trabalhadores, está uma "utilização abusiva do trabalho suplementar", que já resultou numa ação em tribunal contra a FCCB. Trabalhadores pedem respeito pelo descanso, vida familiar e integridade física

A partir de amanhã, 1 de novembro, os técnicos da Fundação Centro Cultural de Belém (FCCB), iniciam um período de greve por tempo indeterminado ao trabalho suplementar (horas extraordinárias), anunciou em comunicado o Sindicato dos Trabalhadores de Espetáculos, do Audiovisual e dos Músicos (CENA-STE) e os técnicos da FCCB.

Em causa, segundo os trabalhadores, está uma "utilização abusiva do trabalho suplementar", que já resultou numa ação em tribunal contra a FCCB, usado para cumprir trabalho corrente e não "necessidades imprescindíveis e imponderáveis".

André Albuquerque, da direção do CENA-STE, diz ao DN que para os 25 técnicos da FCCB não tem existido respeito pelas 11 horas de descanso entre dois períodos de trabalho ou pelo limite de cinco horas seguidas de trabalho sem interrupção. Os técnicos têm "vários dias de 10 horas de trabalho a que acresce trabalho suplementar, semanas com 50 horas mais trabalho suplementar, e seis dias de trabalho seguidos", explica.

Além disso, os horários de trabalho "são afixados em cima da hora" e sofrem alterações "sem comunicação prévia".

André Albuquerque explica ainda que houve um acréscimo da programação e de eventos no Centro Cultural de Belém que os recursos humanos da instituição não acompanham. Estes técnicos, que são maquinistas, responsáveis pelo som e pela iluminação, entre outros, "não rejeitam o trabalho suplementar", desde que este tenha um "caráter excecional", especifica o dirigente sindical, lembrando que se trata de um trabalho "de grande destaque físico" e notando "a incapacidade de programar a vida além do trabalho" destes trabalhadores.

CENA-STE e FCCB consideram "necessário adequar os recursos humanos ao crescente e intenso ritmo de trabalho" e pedem que "os tempos de descanso dos trabalhadores", "a sua vida pessoal e familiar", bem como a sua "segurança e integridade física" sejam respeitados.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG