J.K. Rowling diz que nunca visitou a Livraria Lello, no Porto. Fãs desiludidos

"Nunca soube da sua existência! É linda e gostaria de a ter visitado, mas não tem nada a ver com Hogwarts!", escreveu a autora no Twitter. Mas perante a desilusão de muitos, Rowling veio garantir que escreveu mesmo no Majestic.

A autora dos famosos livros de Harry Potter diz que nunca conheceu a livraria Lello, no Porto, cidade onde viveu na sua juventude e onde começou a alinhavar os primeiros capítulos da história do jovem feiticeiro.

A revelação foi feita na sua conta de Twitter esta quinta-feira e surpreendeu os fãs: muitos deles visitaram a livraria, convencidos que de esta inspirou partes da história - como as famosas escadas que dão acesso aos dormitórios em Hogwarts e que são parecidas com as da livraria do Porto.

"Estava a pensar em colocar uma secção no meu site sobre todas as supostas inspirações e locais de nascimento de Potter", lê-se no tweet inicial, ao qual a escritora dá seguimento com um exemplo, precisamente o da livraria Lello.

"Nunca visitei esta livraria no Porto. Nunca soube da sua existência! É linda e gostaria de a ter visitado, mas não tem nada a ver com Hogwarts!", escreveu a autora.

O post foi bastante comentado, com alguns fãs a admitirem que tinham visitado a cidade portuguesa - e a livraria em particular, porque acreditavam que a autora se tinha inspirado na arquitetura da Lello para criar parte da arquitetura de Hogwarts.

Ora perante tanta desilusão a autora voltou ao Twitter para esclarecer que o Café Majestic terá mesmo servido de cenário enquanto escrevia algumas das cenas dos vários volumes da saga. "Se isso animar as pessoas que ficaram desiludidas com a livraria no Porto, escrevi aqui algumas vezes. Foi o mais belo café em que eu alguma vez escrevi. O Majestic Café na Rua de Santa Catarina", escreve noutro tweet.

JK Rowling tinha 25 anos quando concorreu a um lugar como professora de inglês no Porto: "Era em Portugal, um país que eu não conhecia e em cuja língua em não conseguia dizer uma única palavra", contou, num texto publicado em outubro de 2019 no jornal britânico The Guardian.

"Apaixonei-me pelo Porto e ainda o amo", escreveu.

"Fiquei encantada com o fado, a música tradicional melancólica que reflete os próprios portugueses que, de acordo com a minha experiência, têm uma calma e uma gentileza únicas entre os povos latinos que encontrei até agora. As espetaculares pontes da cidade, as suas vertiginosas margens do rio, os íngremes edifícios antigos, as tradicionais casas do vinho do Porto, as largas praças: fiquei extasiada com tudo isto", pode ler-se no artigo. E não, não há nenhuma referência à Lello.

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