Póvoa recebe 80 escritores para o festival Correntes d"Escritas

É o primeiro festival literário do ano e aquele que tem mais repercussão juntodos leitores. Durante cinco dias serão apresentados mais de uma dezena de livros

Oito dezenas de escritores originários de onze países é o primeiro número que a 17.ª edição de Correntes d"Escritas apresenta. Cinco dias de muitos e diversos eventos sempre relacionados com a literatura é o segundo número. O terceiro, que vão acontecer onze mesas de debate na sala principal da iniciativa, o Cine-Teatro Garrett. Apresentação de mais de uma dezena de livros pode ser o quarto número...

E muitas mais situações desta iniciativa na Póvoa de Varzim poderiam ser enunciadas, mas fiquemo-nos apenas por um outro número principal, o da adesão de leitores: dez mil pessoas estiveram na anterior edição de Correntes d"Escritas.

Este ano a sessão oficial de abertura no Casino da Póvoa deverá contar com o ministro da Cultura, João Soares. Um ato muito esperado pois é o pontapé inicial de Correntes e aquele em que há boas notícias. É o caso do vencedor do Prémio Literário, que tem 13 finalistas e promete uma luta renhida entre as obras de Cláudia Clemente, Valter Hugo Mãe, Mário de Carvalho, José Eduardo Agualusa, Javier Cercas, Daniel Galera, Luísa Costa Gomes, Valério Romão, Teresa Veiga, Leonardo Padura, Paulo Castilho, Lídia Jorge e Dulce Maria Cardoso.

Os prémios literários não se ficam pelo do Casino da Póvoa, pois há também o Correntes d"Escritas Papelaria Locus, o do Conto Infantil Ilustrado Correntes d"Escritas Porto Editora e Fundação Dr. Luís Rainha. Nesta sessão será também apresentada a Revista Correntes d"Escritas 15, com um dossiê dedicado a António Lobo Antunes.

No programa destes cinco dias acontecerão ainda muitos outros eventos no âmbito da música, com um concerto comentado de António Victorino d"Almeida e Miguel Leite; no da fotografia, a exposição O Mundo de Lobo Antunes, de Ana Carvalho, bem como a exposição de Daniel Mordzinski sobre escritores na Correntes, e um estúdio de luz natural de Alfredo Cunha; na escultura, pode ver-se o trabalho de Helder de Carvalho; no cinema, poderá assistir-se ao filme O Quarteirão, de Jorge Vaz Gomes, a partir da coleção O Bairro, de Gonçalo M. Tavares, e ainda A Morte de Carlos Gardel, de Solveig Nordlund.

A primeira sessão que se seguirá à abertura oficial está a cargo de José Tolentino Mendonça e terá como tema O Silêncio dos livros. Segue-se a mesa sobre A literatura é a catarse da existência, com a participação dos autores Antônio Torres, Eduardo Lourenço, Hélia Correia e Manuel Alegre, moderados por José Carlos de Vasconcelos. Na quinta-feira, o dia começa sob o tema Como fugir ao que já foi escrito, com David Toscana, Harrie Lemmens, João de Melo, João Felgar e Rui Vieira, moderado por Ana Sousa Dias. Entre as várias mesas refira-se a moderada por Carlos Quiroga, que trata do tema O escritor mente, o leitor acredita, em que participam Laborinho Lúcio, Ana Luísa Amaral, Jaime Rocha, Javier Cercas e Mário de Carvalho. Ou a sessão final, Nada acaba no fim, em que a jornalista Maria Flor Pedroso modera o debate com Afonso Cruz, Héctor Abad Faciolince, José Luís Peixoto, Luis Sepúlveda, Onésimo Teotónio Almeida e Valter Hugo Mãe.

A Correntes d"Escritas acabam oficialmente na segunda-feira, em Lisboa, no Instituto Cervantes, com um debate moderado por Nuno Costa Santos e os autores Antônio Torres, Andrés Barba, David Toscana e Daniel Sánchez Pardos.

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