Mais de 120 eventos na nova temporada da Gulbenkian

Cruzamentos da música com outras artes, reforço das transmissões de óperas do Met de Nova Iorque e época de Natal em modo "light" são os principais destaques de uma temporada também marcada pela entrada em funções de uma nova equipa de maestros.

O Serviço de Música da Gulbenkian apresentou a temporada 2018-19 daquela sala. Serão no total mais de 120 eventos, entre setembro de 2018 e junho de 2019. O arranque é logo em grande, com a Mahler Chamber Orchestra dirigida pelo maestro "superstar" Gustavo Dudamel (7 setembro). No dia seguinte, Orquestra e Coro Gulbenkian rumam ao Vale do Silêncio (Olivais Sul) para um concerto com trechos clássicos tornados famosos na Sétima Arte, escolhidos em votação "online" pelo público: é a reedição de uma iniciativa que no ano passado levou àquele local mais de 17 mil pessoas (números da CML) para ouvir os "Carmina Burana"!

Outra data importante nesse arranque de temporada é 4 de Outubro: nesse dia, o maestro Lorenzo Viotti, 28 anos, faz o seu primeiro concerto oficial enquanto (novo) maestro titular da Orquestra Gulbenkian, com um programa Brahms e Mahler (Sinfonia 1).

Como vem sendo habitual nos últimos anos, a temporada de concertos é intercalada por transmissões de ópera (ao vivo ou em ligeiro diferido) de óperas da Metropolitan Opera House de Nova Iorque, eventos que invariavelmente enchem o auditório e deixam ainda muita gente de fora. Pensando nestes, a novidade este ano é que, mantendo-se embora o cartaz com 10 títulos, as transmissões serão agora em número de 13: "Aida", "Sansão e Dalila" e "La fille du régiment" são as óperas com "direito" a dose dupla.

Mas a ópera estará longe de estar circunscrita a um ecrã e som HD em 2018-19: a Gulbenkian terá virtualmente uma mini-temporada lírica, composta por quatro títulos, dados em versão de concerto ou semi-cénica: o "Serse" de Händel (outubro), o "Roméo et Juliette" de Gounod (março), a "Madama Butterfly" de Puccini (junho 2019) e "Icon", uma obra contemporânea (abril).

Outra aposta de grande sucesso nos últimos anos tem sido o cinema com orquestra (e coro) ao vivo. Em 18-19 serão três os títulos, todos muito apelativos: "Amadeus" (antes do Natal); "A Guerra das Estrelas" (1977), a seguir ao Ano Novo; e "Tempos Modernos", de Chaplin, em maio.

Um rumo diferente toma também a época natalícia: para além de "Amadeus" e "Star Wars", há um concerto humorístico chamado "Igudesman&Joo: The Big Silent Night Music", com o violinista, "entertainer" e "showman" Aleksey Igudesman e o pianista Hyung Ki Joo (20 e 21 dezembro); ainda uma "Flauta Mágica" de Mozart para crianças e famílias (8 e 9 dezembro); e - novidade - a entrada da Gulbenkian na rota dos Concertos de Ano Novo (4 e 5 de janeiro)!

Para a Páscoa, está reservada outra novidade: a adesão da Gulbenkian à tendência recente de encenar as oratórias-paixão de Johann Sebastian Bach, no caso a grandiosa "Paixão segundo São Mateus" (16 e 17 abril).

Também a assinalar, o ciclo "Música no feminino" (janeiro/fevereiro) que levará à Gulbenkian o fado e os poetas de Aldina Duarte; a participação de uma orquestra de jovens afegãs no Festival Jovens Músicos (setembro); e o início das comemorações dos 150 anos do nascimento de Calouste Sarkis Gulbenkian.

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