João Reis lê textos da Bíblia e de Patti Smith ao som de Haydn

Ator vai ser narrador numa versão encenada de As Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz, de Haydn

Esta é já a quinta incursão de João Reis na música erudita: "já corri as capelinhas quase todas, é verdade!", para logo acrescentar: "Só é pena continuar a não saber nada de música..." Daí que "este género de experiências me obrigue a um esforço suplementar de concentração e a apelar ao meu instinto", conta o ator, que já colaborou com o Remix Ensemble, a Sinfónica do Porto, a Orquestra Metropolitana e a Orquestra Gulbenkian - com esta, na estreia, em março passado, do espetáculo que hoje (18.00) vai ao palco da Sala Suggia.

Trata-se de uma versão encenada das Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz, de Haydn (1732--1809), assinada pela dupla francesa Jean-Philippe Clarac e Olivier Deloeuil, responsáveis ainda pela instalação vídeo. Sobre as imagens, diz-nos que "são exclusivamente de Jerusalém, sobretudo da Via Dolorosa, mostrando pessoas comuns". A função destas é identificatória: "são pessoas como todos nós, de idades e estratos sociais diferentes, em contextos e situações diversos, mas às quais é comum estarem a ouvir a obra de Haydn, tal como o público que as olha, na sala." Essa audição, nas imagens, processa-se "com recurso a head-phones de vários formatos e, num caso, a um "tijolo" postado na rua".

As "reações diferenciadas de todos eles" contrastam com a "atenção com que todos escutam", tal atestando, para João Reis, "a força da música, que é universal a ponto de "tocar" toda a gente". Para o ator, a imagética tem dupla função: "aproximar esta música das pessoas de hoje" e "convocar a música erudita para a rua, para o nosso dia-a-dia".

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