Torre de Belém perdeu 109 mil visitantes

Pela primeira vez, os 23 museus, monumentos e palácios tutelados pelas DGPC ultrapassaram os cinco milhões de visitantes. Mosteiro dos Jerónimos continua a ser o mais visitado enquanto a Torre de Belém perdeu 109 mil visitantes em 2017, em comparação com 2016.

Os museus, monumentos e palácios tutelados pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) receberam em 2017 um total de 5 060 780 visitantes, o que representa um crescimento de 8% em relação a 2016 e um crescimento de 60% quando considerados os últimos seis anos (desde 2012).

Esta tendência de crescimento é comum às três tipologias: museus, monumentos e palácios. No entanto, observa-se que os Palácios Nacionais (Mafra e Ajuda) são os que mais cresceram de 2016 para 2017 em número de visitantes, verificando-se um aumento de cerca de 27%, percentagem para a qual contribuiu o aumento de 80% na Ajuda.

No mesmo período, os monumentos registam um crescimento de 6,9%, destacando-se o aumento de 24,2% no Panteão Nacional, mas mantendo-se o Mosteiro dos Jerónimos como o mais visitado, tendo recebido 1 166 793 visitantes, um incremento de 7,9% em relação a 2016.

Já no caso da Torre de Belém, o segundo monumento mais visitado do país, regista-se uma descida de 109 mil visitantes, menos 16% face às 685 694 pessoas que em 2016 estiveram neste monumento. Este decréscimo reflete já as medidas tomadas por questões de segurança "que levaram ao estabelecimento de um número máximo de entradas a partir do qual a visita é suspensa momentaneamente", explica nota da DGPC. A estas medidas de segurança para a salvaguarda do património junta-se uma outra: em novembro de 2017 que a Torre de Belém foi retirada dos bilhetes conjuntos Circuito Descobertas e Praça do Império.

Quanto aos museus, que no conjunto verificaram um aumento de 5,2%, destaque para a subida de 69,6% no Museu do Chiado. Os trinta mil visitantes da exposição temporária dedicada a Amadeo de Souza-Cardoso ajuda a compreender este acréscimo. A liderança nos museus continua com o Museu Nacional dos Coches, com 350 mil visitantes, valor que, no entanto, reflete uma descida de 8,5% face a 2016. O mês que esteve fechado para instalação da nova museografia (entre o final de abril e maio) pode ajudar a compreender esta variação.

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