Simpósio de desenhadores do Porto já tem instrutores e três são portugueses

Encontro internacional dos Urban Sketchers decorre em julho. Inscrições para os participantes abrem no próximo dia 17. É a segunda vez que o país recebe esta iniciativa, a que acorrem os amantes dos diários gráficos de todo o mundo

Já estão escolhidos os 36 formadores que vão dar os workshops no simpósio internacional dos Urban Sketchers que, este ano, decorre no Porto entre 18 e 21 de julho. Três são portugueses, numa seleção que contempla sketchers de todos os continentes: João Catarino, José Louro e Pedro Loureiro.

Foram recebidas 150 candidaturas das quais foram escolhidas 36. Uma surpresa, admite Nelson Paciência, revelando que no simpósio do ano passado, em Chicago, houve "90 e tal" candidaturas. A razão, prende-se com o destino desta edição: "O Porto é um atrativo, sim. Há muitos instrutores que sabem se não forem escolhidos não podem vir", diz o presidente dos Urban Sketchers Portugal. Os instrutores têm as viagens e as estadias pagas. Este ano a fasquia é alta. "Das candidaturas escolhidas, 50 eram muito muito boas e 50 eram boas. Há uma qualidade muito grande", garante. Nestas escolhas, deve haver sempre pelo menos 20% de estreantes. No caso português, é Pedro Loureiro.

Entre os formadores encontra-se Rob Sketcherman, de Hong Kong, que desenha em Ipad, o malaio Kiah Kiean Ch'ng, que desenha em pauzinhos e tinta da China ou a espanhola Maru Godas, que desenha em guache e teve o workshop de maior sucesso em Chicago.

Está cumprida uma das fases da organização deste encontro mundial dos desenhadores de cidades. Decorrem atualmente as candidaturas a correspondentes ("são uma espécie de jornalista, que faz registos desenhados do que está a acontecer e divulga-os") e a 17 de fevereiro às 15.00 abrem as inscrições para quem quiser estar no Porto durante quatro dias a desenhar. No encontro de Barcelona (2013) esgotaram em duas horas. Estas inscrições são pagas e fazem-se no site internacional deste coletivo - o passe de quatro dias com direito a participar em quatro workshops custa 465 dólares, o básico, com acesso a dois workshops custa 345 dólares, e há um passe diário de 150 dólares.

Nelson Paciência tem uma grande expectativa em relação à adesão dos portugueses: "vai haver um enorme interesse mas não estou certo que se inscrevam em massa. Há muita gente que já me disse que vai ao Porto para participar nas atividades livres". Para além dos workshops, há outras atividades gratuitas, como conferências. Esta edição, por assinalar os dez anos do coletivo fundado em Seattle por Gabi Campanario (que, por sinal, será um dos instrutores no Porto), terá também uma exposição.

O logótipo do simpósio já está escolhido e é assinado pela portuguesa Isa Silva. Foi escolhida entre 20 candidaturas internacionais. Mostra uma divertida Torre dos Clérigos semi curva e é o símbolo do encontro do Porto, o segundo em território nacional.

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