Chega-nos da Tailândia este simpático filme sobre um homem e um elefante. Centrado nessa bonita imagem, simples o suficiente para nos cativar, Pop Aye começa por sugerir um imaginário aberto à dimensão mágica, que associamos ao animal..Mas depressa a linha narrativa quebra o encanto, transformando-se num olhar sobre a crise doméstica do homem (um arquiteto desencantado com a vida), que não permitirá ao filme explorar o seu potencial traço de fantasia..Tudo vai remeter para as memórias de infância desse homem, que incluem o elefante cujo nome dá título ao filme, e para as peripécias do reencontro dos dois, que se fazem à estrada para regressar ao lugar onde cresceram juntos. A realizadora Kirsten Tan, que assina também o argumento (premiado em Sundance), desenha aqui uma história que, de tão universal, por vezes se encosta a clichés..Classificação: ** (Com interesse)