"Não é um plágio, é igual". Vitorino d'Almeida reage à música de Diogo Piçarra

Maestro ouviu a "Canção do Fim" e o canto litúrgico da Igreja Universal do Reino de Deus e afirma que as duas músicas são iguais porque a harmonia "é elementar"

Diogo Piçarra reagiu, através das redes sociais, às acusações de plágio de que tem sido alvo nas últimas horas. "Canção do Fim", tema que levou ao Festival RTP da Canção, é muito semelhante a um cântico da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). O Maestro Vitorino d'Almeida ouviu as duas versões e chegou à conclusão de que a canção de Piçarra "Não é um plágio, é igual".

"A música é muito simples, é elementar e nestes casos é mais fácil acontecerem plágios. Mas felicito o músico por nunca ter ouvido um cântico da IURD", reagiu o maestro, quando soube que Diogo Piçarra garantiu que criou o tema em 2016, alegando que o hino da IURD data da década de 70.

"A simplicidade tem destas coisas e só quem não cria arte é que nunca estará nesta posição. Faz parte da vida de um compositor e é algo que todos nós iremos "sofrer" a vida toda", escreveu Piçarra hoje à tarde, na sua página de Facebook.

O músico justifica que o tema que apresentou este domingo e que vai levar à final do Festival da Canção, esteve guardada e que "a sua simplicidade e a sua progressão de acordes não é algo que não tenha sido inventado, tal como tudo na música", acrescentou.

"E é engraçado como a vida tem destas coisas, coincidência divina ou não, perceber que a Internet é o verdadeiro juiz dos tempos modernos. Aclama mas também destrói", lamentou o músico.

Diogo Piçarra disse ainda que o canto da IURD, intitulado "Abre os Meus Olhos", inserida no Volume II do álbum "Cânticos do Reino" é "uma música evangélica de 1979 da Igreja Universal do Reino de Deus" e que "desconhecia por completo o tema".

"Continuarei a defender a minha música por acreditar que foi criada sem segundas intenções", escreveu ainda o compositor e intérprete da "Canção do Fim".

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