Louvre recebeu 8,1 milhões de visitantes em 2017

O Museu do Louvre, em Paris, recebeu 8,1 milhões de visitantes, em 2017, um aumento de 10,1% em relação a 2016, ano em que o número de turistas estrangeiros em Paris diminuiu, anunciou hoje a direção daquele espaço.

Afetado pela diminuição de turistas na capital francesa, na sequencia dos atentados de 2015, em 2016 o Museu do Louvre foi visitado por 7,4 milhões de pessoas, o que representou uma diminuição de 13% em relação ao ano anterior.

Ainda em 2016, o primeiro museu do mundo em número de visitantes foi forçado a encerrar quatro dias no início de junho, devido ao risco de inundações.

O ano passado ficou marcado por um regresso de turistas estrangeiros, que representam 70% do número de visitantes (5,6 milhões de pessoas), provenientes maioritariamente dos Estados Unidos (15%), da China (9%), do Reino Unido (4%) e da Alamanha (3,5%).

O aumento do número de visitantes no ano passado deve-se também ao sucesso da exposição Vermeer e os mestres da pintura de género, que esteve patente entre 22 de fevereiro e 22 de maio, e foi visitada por cerca de 325 mil pessoas.

A exposição Ventin de Boulogne, cujos bilhetes estavam acoplados aos de Veermer e os mestres da pintura de género, foi visitada por cerca de 205 mil pessoas.

A pintura portuguesa está representada no Museu do Louvre com três obras: Alegoria da fundação da Casa Pia, de Domingos Sequeira, Maria Madalena confortada pelos anjos, de Josefa d'Óbidos, e Natureza morta com peixe, de Baltazar Gomes Figueira.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.