Três gestores querem ficar com novo presidente

Dos 11 administradores executivos e não executivos que tomaram posse a 31 de agosto, três não se demitiram
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Três administradores executivos da CGD já mostraram disponibilidade para ficar no banco público se o novo presidente, que será conhecido nesta semana (segundo anunciou ontem o primeiro-ministro António Costa), assim o desejar. Tiago Ravara Marques, João Tudela Martins, que vieram do BPI, e Pedro Leitão, ex-PT, são os três elementos da equipa de 11 administradores executivos e não executivos que tencionam ficar, não acompanhando a decisão de António Domingues de renunciar ao cargo, até porque os dois elementos que transitam do BPI não asseguraram o regresso ao banco. Por seu lado, Rui Vilar, que desempenha funções não executivas, disse ao Expresso que só aceitou o cargo na condição de não receber vencimento e que vai "pesar as razões" para ficar na CGD.

Questionados pelo DN/Dinheiro Vivo sobre se esta decisão de permanência no banco público é sinal de divisão no seio da equipa de gestão, os analistas têm visões distintas. Luís Bravo, da DIF, defende que este é "claramente um sinal de divisão dentro da administração" e uma evidência de que este foi "um processo muito polémico, conduzido de forma muito controversa e demasiado política desde o princípio".

"Além de condicionar de certa forma o próximo nome a apresentar, também alimentam ainda mais as especulações que não são desejáveis sobre o processo. Seria preferível saírem em bloco, e depois, caso o novo nome assim o entendesse, poderiam existir alguns a integrar um novo board."

Henrique Dias, gestor da XTB, não vê sinais de discordância. "O facto de nem todos os gestores terem abandonado os cargos não é sinal de discordância da administração em torno do cumprimento dos seus objetivos. Importante é assegurar que a mudança do conselho de administração seja efetuada num clima pacífico, de acordo com os interesses da CGD", defende.

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