Numa nota enviada à agência Lusa, o PS revela que "perante a aceitação, em primeira instância, da impugnação à elegibilidade do candidato Paulo Fonseca", informa-se "que será efetuado o adequado recurso, continuando o PS a reiterar a sua confiança na justiça que, também serena e autonomamente, julgará em conformidade"..O comunicado esclarece ainda que o PS mantém "toda a confiança política e pessoal no candidato a presidente da Câmara Municipal, Paulo Fonseca, por maioria de razão e depois de ter cumprido dois mandatos em que foi evidente a sua capacidade e competência para gerir as contas municipais e o concelho de Ourém"..A candidatura do PS salienta que está convicta de que o "concelho de Ourém continuará a progredir com a liderança de Paulo Fonseca, após a normal tramitação da lei e a definição final das listas candidatas às eleições autárquicas de 1 de outubro próximo"..Essa definição, diz o comunicado, "ocorrerá no final do corrente mês"..O PS "nunca agiu ou se afirmou politicamente como a conhecida 'ansiedade do abutre'", refere ainda a nota de imprensa.."Ao invés, temos pautado a nossa postura pela serenidade, defendendo equipas e projetos políticos, analisando com tranquilidade todas as situações, como deve ser apanágio dos responsáveis políticos", acrescenta..O Tribunal de Ourém recusou a candidatura às eleições autárquicas do cabeça de lista do PS, Paulo Fonseca, que é o atual presidente da Câmara, por insolvência pessoal, disse hoje fonte judicial à agência Lusa..Segundo a mesma fonte, o juiz do Tribunal de Ourém considerou "inelegível" a candidatura do atual presidente do Município, Paulo Fonseca, que volta a concorrer pelo PS, desta vez para tentar um terceiro mandato..Na base da decisão judicial está o "estado de insolvência pessoal" de Paulo Fonseca, justificou fonte do tribunal..O candidato Paulo Fonseca recusou-se a fazer qualquer comentário..A Comissão Política Concelhia do PS de Ourém anunciou em fevereiro ter escolhido Paulo Fonseca para uma recandidatura à câmara que preside há dois mandatos, apesar do processo de perda de mandato que o autarca enfrentava na justiça..O Ministério Público pediu o afastamento da presidência de Paulo Fonseca, 53 anos, há sete à frente da Câmara de Ourém, na sequência de um processo de insolvência pessoal, que envolve uma dívida de 350 mil euros, acrescidos de juros..A insolvência pessoal foi confirmada pelo Tribunal Constitucional, que não viu qualquer ilegalidade na decisão do juiz de primeira instância, que já tinha declarado a insolvência do autarca..Na Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais, no artigo 6.º, referente às "inelegibilidades gerais", é referido que "são igualmente inelegíveis para os órgãos das autarquias locais os falidos e insolventes, salvo se reabilitados"..Para se poder recandidatar, Paulo Fonseca terá de chegar a acordo com os credores e sair da situação de insolvência pessoal. No entanto, de acordo com a informação do Tribunal de Ourém, o autarca continua insolvente.