Premium De Júlio César a Zidane. Quando Paris esteve no centro do mundo

Desde o Neolítico que há vestígios de civilização junto ao rio Sena, mas é com os romanos que Lutécia ganha dimensão e se passa a chamar Paris. Ao longo dos séculos, são muitos os homens e mulheres que tornam a capital francesa palco de momentos históricos - de Ragnar o viking a Napoleão, de Joana d"Arc ao general De Gaulle.

Júlio César e a ilha do Sena
Desde os tempos do Neolítico que se sabe haver junto ao rio Sena um aglomerado populacional, mas é só no livro
A Guerra das Gálias que Júlio César pela primeira vez se refere a Lutécia, a cidade numa "ilha do Sena" habitada pela tribo celta dos parisii, que viria a dar-lhe nome. Ora se não é certo a que ilha é que o imperador romano se referia naquele ano de 52, a verdade é que os romanos se instalaram na margem esquerda do rio, onde hoje fica o Quartier Latin, tendo ali desenvolvido uma típica cidade do império depois de duros combates com os parisii. Foi então que, a partir do seu esquema em quadrícula, os romanos reconstruíram a cidade destruída pelos incêndios. Teatros, anfiteatro, arenas, oferecem áreas de lazer aos cerca de dez mil habitantes da cidade, servida ainda por um aqueduto e onde as termas se multiplicam. Em meados do século III, Lutécia ganha as suas fortificações para se proteger das invasões germânicas. É por esta altura que Lutécia passa a ser chamada Paris.

Clóvis e a capital dos francos
É com Clovis, mais tarde rei dos francos, que em 508 Paris se torna capital do reino merovíngio. Convertido ao catolicismo, o monarca vai promover a construção de igrejas na cidade. Como escreve o historiador Alfred Fierro, "Paris cobre-se de igrejas com os merovíngios." Será Quildeberto, o filho de Clóvis, quem vai mandar edificar a grande catedral no local onde hoje se encontra Notre-Dame.

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