49 aldeias lutam por um lugar nas 7 Maravilhas de Portugal

Arganil é uma das candidatas ao concurso

Pré-finalistas concorrem em sete categorias. Nomeadas foram apresentadas ontem na aldeia da Pena, em São Pedro do Sul

Nos meses de verão o país vai estar ocupado a escolher as 7 Maravilhas de Portugal - Aldeias. A concurso estão 49 pré-finalistas, sete por cada uma das sete categorias. As votações só começam em julho e até lá vai decorrer a divulgação das candidatas.

Os nomes foram ontem revelados na aldeia da Pena, em São Pedro Sul, ela própria pré-finalista na categoria de Aldeias Remotas. Perdida no meio de um vale na serra de São Macário, os seus sete habitantes receberam o arranque da competição. A localização foi escolhida antes de a organização saber se a Pena estava entre as pré-finalistas, porque "têm sete habitantes", justificou Luís Segadães, presidente das 7 Maravilhas.

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Na apresentação das nomeadas esteve ainda o ministro da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos, também ele "um aldeão" - natural de Montemor-o-Novo. O governante defendeu que este evento está "a promover e a despertar o país para a nossa identidade".

As 49 aldeias foram selecionadas pela votação de um painel de especialistas (também ele composto por 49 personalidades, sete de cada região de turismo). Ao todo, analisaram 446 candidaturas - "a maior participação de sempre", sublinhou Luís Segadães. Apesar de haver aldeias candidatas a mais do que uma categoria, apenas podia ficar nomeada numa.

O centro é a região de turismo com mais aldeias selecionadas, com um total de 14. Segue-se o Alentejo e o Ribatejo com nove, o Norte com oito, os Açores e o Algarve com seis aldeias cada. Já a Madeira concorre com quatro aldeias, enquanto Lisboa e Vale do Tejo compete com duas.

A votação é auditada pela Pricewaterhousecoopers, que ontem levou os envelopes que revelavam as candidatas. A votação vai começar em julho, durante sete galas que vão ser emitidas aos domingos na RTP1.

Cada uma das galas será dedicada a uma categoria e no final elegem duas aldeias finalistas para a gala final - marcada para 3 de setembro -, onde se vão apurar as 7 Maravilhas.

As votações vão ser feitas por telefone e as vencedoras serão apuradas pelo maior número de votos, uma por categoria, não podendo ser eleitas mais do que três aldeias por região, referem os regulamentos.

Para os sete elementos do conselho científico, este concurso é uma forma de valorizar o país e uma das suas características únicas: as aldeias. Para o presidente das 7 Maravilhas, esta competição "é a prova de que se pode fazer pequeno, mas muito bom". "Vamos revelar coisas pequenas, mas muito boas", acrescentou Luís Segadães.

Esta é já a sexta eleição de 7 Maravilhas desde 2007. Começou com as Novas 7 Maravilhas do Mundo, depois seguiu-se em 2009 as 7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo, as 7 Maravilhas Naturais de Portugal (2010), as 7 Maravilhas da Gastronomia, em 2011, e no ano seguinte as 7 Maravilhas - Praias de Portugal.

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