PCP e BE queriam um défice maior. 2,1% é ir "além de Bruxelas"

Os partidos à esquerda do PS não gostaram do anúncio pelo ministro das Finanças, hoje, de um défice público de 2,1% do PIB em 2016. Queriam um défice maior

Perante Mário Centeno, na comissão parlamentar de Finanças, a deputada Mariana Mortágua (BE) e o deputado Paulo Sá (PCP) advogaram que a folga de 0,9% pontos percentuais do PIB obtida pela Governo face ao défice máximo permitido pela UE (3% do PIB) teria permitido ao Executivo investir mais nos serviços públicos e acelerar mais a política de rendimentos.

"São 1674 milhões de euros que serviriam tanto para investir nos serviços públicos", disse Mariana Mortágua.

"É necessária uma rutura" com as limitações impostas pela UE, acrescentaria Paulo Sá, dizendo que essa folga até aos 3% do PIB, posta ao serviço da aceleração das políticas de reposição de rendimentos, teria permitido um crescimento da economia maior do que 1,4% do PIB registados em 2016. "1,4% [de crescimento] não chega", disse ainda o parlamentar comunista, advogando que "há uma ligação" entre o crescimento da economia e a política de reposição de rendimentos levada a cabo pelo Executivo.

Respondendo, Centeno evitou teorizar sobre a aceitação governamental dos constrangimentos impostos pela UE. Afirmou que "a dinâmica" de crescimento da economia "é inegável" mas "insuficiente".

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