Costa acredita que mercados vão aliviar pressão sobre a dívida

Para o primeiro-ministro, os bons resultados da economia portuguesa acabarão por convencer os investidores, depois de os juros da dívida pública terem atingido ontem os 4%.

O primeiro-ministro desvalorizou hoje a pressão dos últimos dias sobre os juros da dívida, que ontem ultrapassaram os 4%. Em declarações aos jornalistas em Frankfurt, numa escala na viagem a caminha da Índia, António Costa mostrou-se confiante de que os mercados irão reconhecer os bons resultados da economia portuguesa.
"É um assunto que temos vindo a acompanhar, mas estamos muito confiantes que conforme vão sendo conhecidos os dados fundamentais da nossa economia, designadamente no que respeita à execução orçamental, à redução da dívida liquida, ao facto de termos um dos maiores saldos primários da união europeia, isso os mercados percecionarão". Os juros da dívida pública bateram ontem os 4% no prazo a 10 anos, valor máximo desde fevereiro de 2016 e que reflete "o reajustamento das expectativas do mercado relativamente à política do Banco Central Europeu (BCE), de aumento da probabilidade de que a reversão do Quantitative Easing possa ocorrer mais cedo (do que previsto)", explicou Paula Carvalho, economista-chefe do BPI, citada pela Reuters. Recorde-se que a agência canadiana DBRS, a única que coloca Portugal com uma notação acima de 'lixo', já tinha dito publicamente que este seria o limite a partir do qual deixaria de ficar confortável com a classificação atribuída à nossa economia.
Em relação ao processo de venda do Novo Banco, e depois de o ministro das Finanças ter admitido esta semana em entrevista ao DN/TSF a hipótese de integrar a instituição na esfera pública, António Costa disse hoje apenas que as coisa continuarão a correr em Portugal durante a semana que durará a visita oficial à Índia. Questionado sobre se o banco está mais próximo ou mais longe de ser nacionalizado, ironizou: "Estamos neste momento a meio caminho entre Lisboa e Nova Deli, que é a primeira paragem da visita à Índia".

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