Catorze associações de professores apoiam reformas na Educação

O ministro tem delegado em João Costa (à esquerda) a questão da gestão dos currículos

Em carta aberta, representantes de diferentes grupos disciplinares defendem a importância do recentemente publicado Perfil do Aluno à saída do Secundário e das "aprendizagens essenciais"

Numa altura em que é grande a polémica e a incerteza em torno das alterações que o governo pretende implementar na gestão dos currículos, o Ministério da Educação - em particular o secretário de Estado João Costa, que tem conduzido esta pasta - recebeu uma manifestação de apoio, sob a forma de uma "carta aberta", da parte de catorze associações de diferentes áreas curriculares.

No documento, divulgado esta sexta-feira à tarde, as associações elogiam o Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade obrigatória, documento orientador elaborado por um grupo de trabalho liderado por Guilherme Oliveira Martins, e também as "Aprendizagens Essenciais" que o Ministério pretende definir.

No caso destas últimas, trata-se de definir a parcela dos programas de cada disciplina que tem obrigatoriamente de ser ensinada (tem-se falado em 75% de cada programa), aliviando o volume de matéria transmitida aos alunos e libertando tempo para que os professores possam desenvolver outras capacidades com os estudantes, nomeadamente o raciocínio lógico e a criatividade.

O Ministério da Educação pretendia aplicar esta fórmula, já a partir do próximo ano letivo, em todos os anos de início de ciclo (1., 5.º, 7.º e 10. anos) mas, face à polémica que o tema tem suscitado - a par da incerteza em torno da carga horária de Português e matemática e do reforço de outras, como a História - a reforma deverá para já avançar sob a forma de experiência-piloto.

Mas para os subscritores, o que está em causa não são medidas "disruptivas" - como foi denunciado, por exemplo, pela Sociedade Portuguesa de Matemática - e sim uma resposta à realidade dos nossos dias: "Se o sentido da educação é preparar os jovens para lidar com os problemas inerentes às sociedades multiculturais e tecnológicas como as nossas, num mundo globalizado e interligado, deve dotá-los, por um lado, de um domínio acrescido de competências emocionais, sociais, interculturais e de gestão da informação e, por outro, de maior capacidade de adaptação e de flexibilidade para solucionar problemas mobilizando conhecimentos, ferramentas e aplicações que se multiplicam em permanente evolução", defendem.

Ainda assim, assumem também, estas intenções não permitirão por si próprias resolver os problemas, defendendo que o fator "motivação", nomeadamente dos professores, será decisivo.

As associações que assinam o documento são, por ordem alfabética: Associação Nacional de Professores de Informática, Associação Portuguesa de Educação Musical, Associação Portuguesa de Professores de Alemão, Associação Portuguesa de Professores de Espanhol, Associação Portuguesa de Professores de Francês, Associação Portuguesa de Professores de Inglês, Associação de Professores de Educação Visual e Tecnológica, Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual, Associação de Professores de Filosofia, Associação de Professores de Geografia,
Associação de Professores de História, Associação de Professores de Matemática, Associação de Professores de Português e CNAPEF - Conselho Nacional Associações Profissionais Educação Física.

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