A nova Miss América não poupou críticas a Donald Trump

Participantes no concurso, que se realizou na noite de domingo, responderam a várias perguntas sobre política

Cara Mund, de 23 anos, foi eleita este domingo a nova Miss América, tornando-se a primeira concorrente do estado de Dakota do Norte a vencer este concurso. Durante a competição, Mund destacou-se não apenas pela beleza, mas também por ter criticado a decisão de Donald Trump de retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris para lutar contra as alterações climáticas, numa edição do concurso onde a política dominou o questionário às concorrentes.

A jovem é licenciada pela Universidade de Brown e foi recentemente admitida na Universidade de Notre Dame, onde fará o curso de direito. Tem o sonho de ser a primeira mulher governadora do Estado de Dakota do Norte e, durante o concurso, admitiu que na lista de desejos também estava fazer parte do Top 10 do Miss América.

Questionada sobre o que pensava da decisão do presidente dos Estados Unidos de sair do Acordo de Paris - que tem como objetivo limitar o aquecimento global reduzindo as emissões de dióxido de carbono - Mund não poupou nas palavras.

"Acho que foi uma má decisão, pois saímos da mesa das negociações", disse a atual Miss América. "Há provas de que as alterações climáticas existem e, acreditando ou não, temos de estar na mesa das negociações. E acho que foi uma má decisão dos Estados Unidos".

Numa entrevista no final do concurso, Mund disse não ter medo de ser criticada pelo presidente, nomeadamente no Twitter, e que o mais importante era ser sincera.

"A Miss América tem de ter uma opinião e tem de saber o que se passa no clima atual", disse Mund, segundo o Washington Post.

Na prova de talentos, Cara Mund conquistou o júri com uma dança jazz. A jovem já venceu um concurso nacional de dança, segundo a Reuters, e treinou com a companhia de dança Rockettes várias vezes.

As concorrentes do Miss América foram mais uma vez desafiadas a responder a perguntas complexas sobre política em 20 segundos. As questões focavam-se, por exemplo, na possível interferência russa nas eleições presidenciais dos Estados Unidos ou na decisão de várias autoridades de retirarem estátuas e monumentos da confederação do país.

O debate sobre as estátuas e símbolos confederados, tidos por alguns como símbolos racistas, surgiu depois de, em junho de 2015, Dylann Roof, um supremacista branco fascinado com a Confederação, ter assassinado nove afro-americanos numa igreja de Charleston, na Carolina do Sul.

A concorrente do Texas não venceu a competição mas brilhou nas redes sociais ao comentar a resposta de Trump aos incidentes violentos em Charlotteville em agosto.

"Foi obviamente um ataque terrorista e acho que o presidente Donald Trump devia ter feito um comunicado sobre o incidente mais cedo e certificar-se de que todos os americanos se sentem seguros neste país", disse Margana Wood.

Em segundo lugar no concurso de Miss América ficou a concorrente de Missouri, Jennifer Davis, e em terceiro Kaitlyn Schoeffel, concorrente de Nova Jérsei.

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