Relógio do Juízo Final diz que estamos mais perto do apocalipse

A culpa é de Donald Trump

Faltam apenas dois minutos e meio para a meia-noite, indica agora o Relógio do Juízo Final (o Doomsday Clock, no original), um relógio simbólico em que a meia-noite representa a destruição por uma guerra nuclear. Responsabilidade do Bulletin of the Atomic Scientists, é atualizado anualmente em função do que se passa no mundo. Este ano, graças a Donald Trump, a meia-noite está mais próxima trinta segundos do que estava.

Pela primeira vez em 70 anos, o relógio avança 30 segundos e aproxima-se da meia-noite. E também pela primeira vez essa decisão acontece por causa de uma única circunstância, neste caso, uma pessoa, o presidente dos Estados Unidos, lê-se no comunicado de imprensa do site, o qual, apesar disso, às 15:30 ainda não tinha a informação gráfica atualizada, anunciando que faltam três minutos para a meia-noite.

O organismo lembra que em janeiro de 2016 os ponteiros do relógio não se mexeram e mantiveram-se a três minutos do apocalipse e realça que durante o ano as questões relacionadas com a segurança global se tornaram mais sombrias, que a comunidade internacional não conseguiu enfrentar com eficácia as ameaças mais urgentes, como as armas nucleares e as alterações climáticas. A isso, diz o organismo, juntou-se a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais norte-americanas.

"O presidente Trump teve muito a dizer no último ano. Tanto as suas declarações como ações como presidente eleito romperam romperam com precedentes históricos de formas perturbadores", defende o Bulletin of the Atomic Scientists, considerando irrefletidos os comentários de Donald Trump sobre o arsenal nuclear dos Estados Unidos. O organismo criticou ainda o facto de Trump rejeitar aconselhamento de especialistas acerca da segurança internacional e as pessoas escolhidas para cargos importantes no Departamento de Energia e da Agência de Proteção Ambiental.

"Resumindo, apesar de só agora ter tomado posse, as declarações intempestivas do presidente, a sua falta de abertura para aconselhamento de peritos e as nomeações questionáveis agravaram a já má situação da segurança internacional", lê-se.

O relógio do Juízo Final começou a funcionar em 1947 durante a Guerra Fria. Nessa época indicava que faltavam sete minutos para a meia-noite.

1953 foi o ano em que o relógio indicava que estávamos mais perto da meia-noite, a apenas dois minutos. Os 17 minutos da meia-noite registados em 1991, ano em que EUA e URSS assinaram o Tratado de Redução de Armas Estratégicas, foram o mais distante que o relógio esteve da meia-noite.

Nos últimos dois anos, o relógio esteve a três minutos da hora certa, o mais perto desde 1984. Os especialistas do organismo alertaram que a "probabilidade de uma catástrofe global era muito alta e que era necessário tomar decisões para reduzir os riscos de um desastre". Para 2017, o Bulletin considera que "o risco ainda é maior e a necessidade de agir mais urgente".

Relacionadas

Últimas notícias

Em 2013, o Governo Passos obrigou-se a três campanhas de sensibilização da opinião pública, até 2020, para combater a discriminação dos ciganos. Em 2017, o candidato do PSD a Loures faz a campanha contra eles; as sondagens dizem que a maioria aprova. De acordo com a autarquia, serão menos de 600 em 204 mil habitantes, estas pessoas que tanto incomodam. Quem são? Que fazem? Como se reconhecem? Viagem a Loures, à boleia de um estereótipo

Partilhar

Conteúdo Patrocinado

Mais popular

  • no dn.pt
  • Mundo
Pub
Pub