Partido de Merkel reforça favoritismo para setembro

O vencedor, Armin Laschet da CDU, e a derrotada, a social-democrata Hannelore Kraft

Vitória na Renânia do Norte-Vestefália, tradicional bastião dos sociais-democratas consolida hipótese de vitória nas legislativas.

Os democratas-cristãos da CDU obtiveram ontem uma importante vitória ao ganharem as eleições regionais no mais populoso e economicamente mais importante land da Alemanha, além de tradicional bastião dos sociais-democratas do SPD, que teve o pior resultado da sua história nesta região.

O partido da chanceler Angela Merkel teve 34,4% dos votos enquanto o SPD se ficou pelos 30,6%. Nas eleições de 2012, o SPD tivera 39,1% e a CDU 26,3%. A derrota na Renânia do Norte-Vestefália é a terceira consecutiva dos sociais-democratas em eleições regionais desde março e assume especial significativo pois o partido governou sempre a região nos últimos 50 anos, à exceção de um breve período entre 2005 e 2010. Além disso, o seu atual líder e candidato a chanceler nas legislativas de setembro, Martin Schulz é natural deste land.

Perante este resultado e atendendo ao peso eleitoral da região - um em cada cinco eleitores vive na Renânia do Norte-Vestefália -, Merkel volta a surgir como grande favorita para um quarto mandato como chanceler do governo federal.

Em terceiro lugar, ficaram os liberais do FDP com 12%, o seu melhor resultado de sempre na região, seguidos pelos populistas de direita da AfD, com 7,5%. Este partido entra assim no parlamento regional, estando agora representado em 13 assembleias dos 16 landër da Alemanha.

Com os resultados ontem obtidos, o FDP reforça uma tendência já refletida nas sondagens, indicando o seu regresso ao Parlamento federal, o que favorece a possibilidade de voltar a coligar-se, como muitas vezes sucedeu no passado, com a CDU. Quer Merkel quer Schulz têm dito que não querem repetir o modelo de coligação entre os respetivos partidos, que hoje governa o país.

Após anunciar a sua candidatura a chanceler no início do ano, Schulz conheceu um bom momento nas sondagens, chegando a surgir praticamente empatado com Merkel, mas tem vindo a cair nas últimas semanas. Uma tendência a que as derrotas no Sarre, em março, e no Schleswig-Holstein, no início de maio, e agora a de ontem só deverão acentuar.

Dia negro

Para um responsável do SPD, Ralf Stegner, "este foi um dia negro" para o partido, enquanto Martin Schulz, que hoje dará uma conferência de imprensa, admitira na altura de votar que o resultado na região não deixaria de ter implicações nas legislativas de setembro.

Do lado da CDU, a atmosfera era de grande otimismo. "Partimos para a campanha com total confiança. Sentimos que vamos de vento em popa", afirmou um dos principais dirigentes do partido, Michael Grosse-Brömer.

A derrota na Renânia do Norte-Vestefália reflete também o balanço negativo do executivo de Hannelore Kraft, que admitiu de imediato a derrota. "Perdemos em distritos. Assumo a responsabilidade pela derrota", declarou numa emissão televisiva em que surgiu com o vencedor, Armin Laschet, e restantes candidatos. No plano económico, o desemprego está neste estado nos 7,5%, dois pontos acima da média nacional.

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