Estado Islâmico reivindica atentado em Londres

Informação surgiu via agência Amaq News ligada ao Daesh

O atentado de quarta-feira em Londres foi o primeiro reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico no Reino Unido, mas apenas o mais recente de vários ligados ao extremismo islâmico nos últimos dois anos na Europa, especialmente em França.

Quatro pessoas morreram e cerca de 40 ficaram feridas no ataque de quarta-feira junto ao parlamento britânico, perpetrado, segundo as autoridades, por um cidadão britânico, que foi investigado pelos serviços de informações por ligações à violência, mas considerado uma figura periférica.

O grupo 'jihadista' reivindicou o ataque, afirmando, através da agência de propaganda Amaq, que o atacante era "um soldado do Estado Islâmico" que agiu em resposta aos apelos do grupo para "ataques contra os países que integram a coligação" que combate o grupo extremista no Iraque e na Síria.

"O perpetrador do ataque de ontem em frente ao parlamento britânico era um soldado do Estado Islâmico e a operação foi realizada em resposta aos apelos para atacar os países da coligação", escreveu a Amaq, citando uma "fonte da segurança".

Ontem, um atacante atropelou várias pessoas na ponte de Westminster, embateu na grade do parlamento, abandonou a viatura e correu para o edifício, onde esfaqueou um agente da polícia.

Quatro pessoas morreram no atentado: Aysha Frade, 43 anos, britânica de origem espanhola casada com um português, um polícia, Keith Palmer, 48 anos, Kurt Cochran, norte-americano que estava a realizar uma viagem pela Europa para assinalar o 25.º aniversário do seu casamento (a sua mulher, Melissa ficou gravemente ferida), e o atacante agora identificado como Khalid Massod.

Pelo menos 29 pessoas estão hospitalizadas, sete das quais em estado crítico.

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, disse hoje que o autor do ataque ao parlamento era de nacionalidade britânica e já tinha sido investigado pelos serviços secretos por ligações à violência extrema.

Perante a Câmara dos Comuns, Theresa May assegurou por outro lado que as autoridades acreditam que ele agiu sozinho e não veem razões para recear outros ataques iminentes.

Sobre o atacante, a primeira-ministra não revelou o nome, mas disse que depois de ser investigado foi considerado uma figura sem relevância.

May considerou que o ataque é "um ataque contra todas as pessoas livres" e assegurou que o Reino Unido "não tem medo".

Cidadãos de onze nacionalidades entre os feridos

A primeira-ministra britânica, Theresa May, afirmou ainda que há, entre os feridos do ataque de quarta-feira, cidadãos de 11 nacionalidades, não referindo, contudo, o jovem português já identificado pelo governo de Portugal.

Segundo May, os feridos no ataque incluem 12 britânicos, quatro sul-coreanos, três franceses, dois gregos, dois romenos, um alemão, um chinês, um irlandês, um italiano, um norte-americano e um polaco.

Na quarta-feira, o governo português anunciou que um jovem português de 26 anos foi atropelado pelo automóvel do atacante, sofreu ferimentos pelos quais foi tratado no hospital e teve alta no mesmo dia.

Oito suspeitos detidos

A polícia britânica efetuou esta madrugada sete detenções em Birmingham e Londres numa operação relacionada com o ataque de Westminster, na capital, que ontem fez quatro mortos (número foi revisto em baixa) e 40 feridos, dos quais sete estão em estado crítico. Já esta manhã, a polícia metropolitana informou que efetuou uma outra detenção, elevando para oito o número de detidos.

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