O plano de poupança que deixou CR7 no ponto para o final de época

Zidane convenceu Ronaldo que tinha de descansar em alguns jogos. Esta gestão do esforço do português está a revelar-se fundamental para o clube nesta altura da temporada

Efeito ou não do descanso a que tem sido sujeito por determinação do treinador Zinedine Zidane, Cristiano Ronaldo está a realizar um final de temporada notável, com 13 golos apontados em oito jogos, oito deles a adversários de respeito como o Bayern Munique e o Atlético de Madrid, que contribuíram decisivamente para o clube estar na final da Liga dos Campeões.

Esta tem sido uma temporada atípica para o português, que nunca falhou tantos jogos numa só época. São já 14 partidas do Real Madrid sem Ronaldo, números nunca antes vistos desde que chegou em 2009 ao Santiago Bernabéu. E a verdade é que o clube não se tem ressentido da sua ausência, pois venceu 13 e empatou apenas um jogo. No total, em oito temporadas no Real Madrid, Cristiano Ronaldo perdeu um total de 63 jogos (33 por lesão, 11 por castigo e 19 por decisão técnica). O balanço da equipa sem o jogador é de 36 vitórias, sete empates e nove derrotas.

Apesar de dar essa ideia, este não é o melhor final de época (em termos de golos) de Ronaldo no Real Madrid (ver quadro em baixo). Em, 2010-11, por exemplo, na segunda época no Santiago Bernabéu, CR7 apontou 11 golos em apenas cinco jogos disputados em maio; e em 2014-15 voltou a repetir os 11 golos desta vez espalhados por seis partidas. Mas será certamente um dos anos em que vai atuar menos minutos, ele que até ao momento tem 39 golos marcados em 44 jogos em todas as provas.
"A minha ideia é ter Cristiano ao longo da época, tendo 20 jogos em 70 dias ele tem, de vez em quando, de descansar. Penso assim e ele também, não há nenhum problema", revelou Zidane ainda em janeiro, depois de ter deixado de fora o internacional português da convocatória do jogo diante do Sevilha, a contar para a Taça do Rei.

De início não foi fácil convencer Ronaldo de que esta temporada teria de realizar menos jogos, até devido à sua idade (31). Em setembro, por exemplo, CR7 fez capas de jornais e abriu programas televisivos pela má cara que fez quando foi substituído num jogo frente ao Deportivo da Corunha. Uma conversa com o técnico francês, contudo, levou-o a aceitar ficar de fora de alguns jogos considerados de grau de dificuldade mais baixos.

A verdade é que, recentemente, após o jogo diante do Bayern Munique para a Champions, Ronaldo admitiu que este plano de Zidane lhe foi benéfico. "Fiz uma mudança radical neste ano. Nas últimas quatro, cinco temporadas cheguei sempre ao meu limite, mas neste ano preparei-me para estar bem nos últimos meses", admitiu Ronaldo, que na temporada passada chegou a falhar um jogo das meias-finais da Champions devido a um problema muscular e no ano da "décima" jogou a final em esforço devido a problemas na cartilagem do joelho que o apoquentaram meses antes.

Este ano, e depois de também ter sofrido uma lesão na final do Euro 2016 que o obrigou a ser substituído, Ronaldo decidiu aceitar o plano que lhe foi traçado para dosificar os esforços. E a verdade é que reapareceu em grande nesta ponta final da temporada. Além dos golos decisivos na Champions diante do Bayern Munique e Atlético Madrid, foi decisivo com o Valência, Sevilha e Celta, deixando o Real Madrid a apenas um ponto de conquistar a Liga espanhola, o que pode suceder já este domingo na receção ao Eibar.

A seleção nacional também pode beneficiar desta gestão do esforço de Ronaldo, já que CR7 vai capitanear a equipa nacional na Taça das Confederações, que tem início a 17 de junho na Rússia.

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