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Primeiro-secretário da Área Metropolitana de Lisboa

Carlos Humberto: "Era preciso uma medida disruptiva que trouxesse mais gente ao transporte coletivo"

O novo passe Navegante abriu aos cidadãos da Área Metropolitana de Lisboa a porta de todos os transportes públicos, revolucionando o sistema de utilização dos mesmos. A medida é aplaudida por todos, mas os operadores não estavam preparados para a revolução e agudizaram-se problemas antigos: sobrelotação, tempos de espera, supressão de serviços, degradação de equipamentos.

Transportes públicos em Lisboa

Cheios, atrasados e velhos. O que o Navegante veio mostrar

No Campo Grande, ao fim da tarde, as filas encaracolam para os autocarros que seguem para Mafra, Ericeira ou Venda do Pinheiro. Em Sete Rios, os passageiros da linha de Sintra já esgotaram a compreensão para os incómodos causados e os que seguem para a Margem Sul queixam-se da sensação sardinha em lata, às horas de ponta. Em seis meses, o passe Navegante trouxe mais 150 mil utentes aos transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa. E isso foi bom. Mas também foi mau.