Phoenix

planeta vermelho

Vida para lá da Terra

Técnicos e cientistas da NASA e muitos cidadãos deste mundo estão suspensos dos resultados das análises em curso, pela Phoenix, na superfície de Marte . A recente comprovação da existência de água no solo marciano fez renascer o interesse pela procura de indícios de vida, por mais simples que possa ser. São muitos os estudiosos que aceitam a vida como uma consequência inevitável da evolução da matéria no Universo. Como se de um destino se tratasse, às partículas subatómicas primordiais seguiram-se os átomos e as moléculas, das mais simples às mais complexas com capacidade de se reproduzirem. Foi o que aconteceu aqui, no planeta azul, com o nascimento de seres muito primitivos, à semelhança das arqueobactérias. A evolução que se seguiu, numa interacção permanente e ao longo de 3800 a 4000 milhões de anos, entre as sucessivas formas de vida, o ar, a água e as próprias rochas, conduziu à biodiversidade actual, cujo expoente de maior complexidade é, sem dúvida, o cérebro humano. Para surgir onde isso lhe é permitido, a vida só precisa de esperar que a matéria cumpra o seu "destino", e, nessa espera, a enormidade do tempo consumido tem uma dimensão que ultrapassa a nossa capacidade de o abarcar. Nada nos diz, pois, que não possa haver vida no planeta vermelho, tão velho quanto o nosso. E quem diz em Marte , diz em outro qualquer planeta exterior ao Sistema Solar.

Missão a Marte

Primeiras descobertas

A 19 de Junho, 20 dias depois de ter chegado à superfície de Marte , numa das trincheiras escavadas pelo braço robotizado da Phoenix (a que se chamou Snow White, ou seja, Branca de Neve) a sonda permitiu a localização de primeiras evidências de água na forma de gelo. Curiosa foi então a observação da sublimação, em apenas quatro dias, desses pequenos pedaços de gelo. Esses pedaços são visíveis no canto inferior esquerdo da imagem à direita, na zona à sombra dentro da trincheira.

Missão a Marte

Sonda europeia faz voo rasante a uma lua marciana

A sonda europeia Mars Express, na órbita de Marte desde inícios de 2004, vai efectuar um voo rasante a Fobos, uma das duas luas do planeta vermelho, anunciou a Agência Espacial Europeia. A sonda, que efectua desde dia 12 deste mês vários voos em redor de Fobos, vai passar a menos de cem quilómetros da superfície no dia 23, para efectuar a mais aprofundada observação deste astro. A formação desta lua, bem como da sua irmã, Deimos, continua a ser um mistério para os cientistas.