CGD

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"Entrei com as mãos lavadas e saí com as mãos lavadas"

Faz parte de uma outra geração de bancários, antes da crise. Aos 74 anos está reformado. Nasceu numa aldeia em Vila Nova de Foz Coa, uma tia levou-o para viver em Vila Nova de Gaia. Trabalhou em mercearias e numa casa de chá e cafés. Trabalhou na banca no tempo em que ainda se lidava com escudos. "Era para ser padre" mas acabou por ir parar à banca. Começou por trabalhar no BNU e depois na CGD quando se deu a integração do banco na Caixa. Nunca teve problemas durante as mais de três décadas em que esteve na banca. "Entrei com as mãos lavadas e saí com as mãos lavadas", afirmou. Saiu da CGD, quando o banco estatal se mudou para a atual sede. Tinha completado 36 anos de serviço. Aos bancários que continuam no ativo aconselha a serem sérios, desgostoso com as notícias dos clientes lesados do BES e do Banif. O filho mais novo é bancário mas não falam sobre o setor. Agora, que já é bisavô, ocupa o tempo em encontros com os amigos. Mas lá vai dizendo que as notícias "são muito más. Não gosto nada. Não dignificam ninguém". Não viveu os anos dos grandes bónus dos banqueiros, nem a recente onda de despedimentos. Mas diz não ter saudades do tempo em que trabalhava na banca.