Quatro mortos e um ferido grave em naufrágio na Figueira da Foz

Pedro Santana Lopes, presidente da Câmara, confirmou o "balanço trágico". O único sobrevivente foi entretanto transferido para Coimbra devido a um "ligeiro agravamento" do seu estado de saúde.

Uma embarcação de pesca naufragou na madrugada deste sábado ao largo da Figueira da Foz, com cinco pessoas a bordo.

Quatro dos tripulantes morreram. O quinto está no hospital em estado grave. A informação foi confirmada por Pedro Santana Lopes, na SIC Notícias. O presidente da Câmara deslocou-se à praia do Hospital, na freguesia de São Pedro, onde ocorreu o naufrágio da embarcação de pesca desportiva, e lamentou o "balanço trágico".

"O balanço é trágico, são quatro vidas que se perderam e uma pessoa num estado considerado grave a receber assistência no hospital", lamentou Pedro Santana Lopes.

Segundo Santana Lopes, a embarcação terá sido apanhada por uma vaga e o nevoeiro terá contribuído para a tragédia. O tripulante sobrevivente saiu da água pelo próprio pé para pedir ajuda. Ficou em vigilância com insuficiência respiratória no hospital local, a poucos metros daquela praia, tendo acabado por ser transferido, cerca das 12.30, para o Hospital da Universidade de Coimbra (HUC) devido a um "ligeiro agravamento" do seu estado de saúde, disse fonte hospitalar.

Coincidentemente, segundo a fonte do HDFF, o Hospital da Universidade de Coimbra é também o da área de residência do ferido.

O único sobrevivente da embarcação Severino, uma lancha utilizada para a pesca lúdica, com cerca de sete metros de comprimento, deu o alerta para o naufrágio pelas 07:00, depois de ter nadado mais de mil metros até conseguir chegar à praia do Hospital, a sul da barra da Figueira da Foz, disseram fontes piscatórias e portuárias.

Segundo as mesmas fontes, a embarcação está registada na cidade litoral do distrito de Coimbra como marítimo turística e dois dos tripulantes, o proprietário e outra pessoa que o acompanhava, residiam na zona do município de Condeixa-a-Nova.

Acrescentaram que o naufrágio aconteceu após a lancha ter saído da barra da Figueira da Foz - que se encontrava aberta a toda a navegação - e virado a sul, numa altura em que existia "nevoeiro e alguma ondulação".

Nas operações de socorro participaram meios da Capitania do Porto da Figueira Foz, bombeiros sapadores e voluntários da Figueira da Foz, INEM e Instituto de Socorros a Náufragos. Os trabalhos de busca e resgate contaram ainda com o apoio de um helicóptero da Força Aérea.

"[Houve uma] resposta pronta dos meios quer aéreos quer terrestres, os meios responderam com rapidez, mas infelizmente nada havia a fazer. Um helicóptero da Força Aérea, que chegou rápido, mais meios marítimos, tudo acorreu rapidamente (...). O que não quer dizer que se consigam salvar todas as vidas", referiu Santana Lopes.

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