"Inapropriadas", diz MAI das declarações de sindicalista sobre racismo na PSP e GNR

O presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SCIF/SEF), Acácio Pereira, defendeu que a PSP e a GNR "têm problemas estruturais de xenofobia e de racismo"

O ministro da Administração Interna considerou esta sexta-feira as declarações do presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SCIF/SEF), Acácio Pereira, numa carta aberta publicada na terça-feira no DN, "inapropriadas".

"São declarações inapropriadas para alguém que tem as responsabilidades que tem um dirigente de uma importante estrutura sindical e que tem mesmo responsabilidades elevadas num serviço", defendeu José Luís Carneiro à TSF, considerando fundamental "concentrarmo-nos naquilo que é essencial", nomeadamente, "cumprirmos os nossos propósitos de promover esta alteração da arquitetura institucional".

"Trata-se da liberdade de expressão de um dirigente sindical, mas, como disse, considero inapropriada a terminologia e a formulação encontrada para manifestar um descontentamento com uma opção política", acrescentou o ministro.

Em causa estão as declarações do presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SCIF/SEF), Acácio Pereira, numa carta aberta para pedir a Marcelo Rebelo de Sousa que evite a extinção do SEF e em que criticou a transferência das competências policiais para a PSP e a GNR, ao afirmar que estas forças "têm problemas estruturais de xenofobia e de racismo".

Na sequência desta carta aberta e das acusações, dois sindicatos da PSP, um deles de chefes, pediram ao diretor nacional da Polícia de Segurança Pública para que apresente uma queixa-crime.

Magina da Silva considerou na quinta-feira que as afirmações de Acácio Pereira podem "integrar ilícitos criminais" mas avançou que não vai apresentar queixa.

"Eventualmente podemos achar que essas declarações podem integrar ilícitos criminas. No entanto, atendendo à sensibilidade do processo em curso e legítima ansiedade por parte dos funcionários da carreira de investigação e fiscalização do SEF, que naturalmente também atingirão o presidente desse sindicato, temos de relativizar e esperar que essas declarações, sem fundamento nenhum, acabem por aqui", disse aos jornalistas Magina da Silva, no final da cerimónia que assinalou os 14 anos da Unidade Especial de Polícia.

O ministro da Administração Interna garantiu à TSF que o Governo não vai recuar na decisõ de extinguir o SEF.

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