PS desmente Marques Mendes. Não houve convite a Júlio Magalhães

Minutos depois de Marques Mendes ter referido o suposto convite, a direção nacional do PS emitiu um comunicado: "Completamente falso!"

Analisando a semana política na SIC, como habitualmente faz todos os domingos, Luís Marques Mendes acrescentou que o suposto convite surgiu porque Manuel Pizarro hesitava em voltar a ser candidato de novo à câmara do Porto, na sequência da rutura com o presidente independente da autarquia, Rui Moreira. Depois Pizarro acabou por aceitar.

Pouco tempo depois do comentário de Mendes, a direção do PS emitia um comunicado afirmando que "o único convidado" para ser o candidato do partido à câmara foi Manuel Pizarro. Acrescentando: "As notícias do dr. Marques Mendes não passam de puras fantasias."

Para Mendes, a gota de água que levou o grupo de Rui Moreira a dizer que prescindia do apoio do PS na próxima candidatura autárquica foi o facto de ninguém ao mais alto nível no partido ter desmentido a alegação de que havia um "acordo secreto" em que "a seguir às eleições, Rui Moreira sairia para o Governo ou para o Parlamento Europeu e Pizarro seria o presidente da Câmara".

"O PS nacional, através de Ana Catarina, em vez de desmentir isso, acabou indiretamente por alimentar a ideia" e portanto "Rui Moreira ficou numa posição incómoda: parecia uma marionete nas mãos do PS" e "ainda por cima era o único a desmentir uma ideia falsa", pelo que "resolveu então pôr os pontos nos is e exercer a autoridade".

Assim, rompeu-se um "casamento de conveniência, em que o noivo (Rui Moreira) não queria a noiva (PS) e em que parte da família da noiva (gente do PS) não queria o noivo (Rui Moreira)": "Ao PS não restava outra hipótese que não fosse romper" porque se não fizesse isso era a "humilhação total".

Para Marques Mendes, o "grande vencedor" foi Rui Moreira: "Ia ter uma maioria absoluta partilhada com o PS e assim passa a ter uma maioria absoluta que é só sua".

Já o PS "sai de rastos". "No presente, até às eleições, está fragilizado e sem discurso. Fragilizado porque tem uma candidatura de obrigação e não de convicção. Sem discurso, porque se considerava e considera que Rui Moreira é um bom Presidente, evidentemente que não tem discurso para disputar a presidência".

Em suma, Manuel Pizarro "é candidato a vereador e não a presidente". "Até agora, o PS tinha poder porque Rui Moreira não tinha maioria. No futuro, se Rui Moreira tiver uma maioria absoluta, já não precisa, como até agora, do PS e de Manuel Pizarro. Até lhe pode dar à mesma o estatuto de vereador a tempo inteiro" mas "já não lhe dá poder real e efetivo".

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