"O que mais me recordo é do meu orgulho de ser portuguesa"

Joana Paredes, 40 anos, Coimbra, Investigadora no I3S

No verão de 1998, tinha terminado o 3º ano do Curso de Biologia na Universidade de Coimbra, visitei três vezes a EXPO98. Tinha muita curiosidade em visitar a exposição que tinha servido de mote para o carro da Queima das Fitas que construímos nesse ano - um enorme cavalo marinho decorado com flores de papel azuis e pretas com a frase: "À conquista de um 'mar' de empregos!"

Guardo boas lembranças dessas visitas. O Oceanário, as imagens 3D no Pavilhão do Futuro, o espetáculo no Pavilhão da Utopia, o Aqua Matrix, o concerto dos GNR na Praça Sony, a visita ao Pavilhão de Portugal...!

Mas o que mais me recordo é da excitação e da felicidade estampada no rosto de quem passeava por ali e, principalmente, do meu orgulho de ser portuguesa. Acho que o nosso país se revelou pela capacidade de erguer um evento com a dimensão que uma exposição destas tem, assim como honrou o papel que os portugueses tiveram no mundo na época dos Descobrimentos!

Mais importante ainda, a EXPO98 permitiu requalificar uma zona da cidade de Lisboa que hoje é um dos locais mais emblemáticos da capital.

Claro que não foi o único, mas foi com certeza um dos momentos da minha vida que me fez não ter dúvidas de querer viver, trabalhar e contribuir social e profissionalmente para o nosso país.

A 22 de maio de 1998 abriu portas em Lisboa a Expo"98, com o tema "Os oceanos: um património para o futuro". Até ao dia 30 de setembro, Portugal mostrou ao mundo o resultado da requalificação de uma zona da capital que estava degradada: foi ali, onde hoje é o Parque das Nações, que nasceu uma das melhores exposições mundiais realizadas até à altura. O recinto recebeu mais de dez milhões de visitas e diariamente havia uma novidade para descobrir, fosse nos pavilhões dos países representados, fosse nos locais onde decorriam espetáculos, concertos ou desfiles. Além dos pavilhões temáticos, alguns com filas onde as pessoas esperavam longos minutos para entrar.

São essas experiências que o DN vai recordar diariamente, com testemunhos de quem ali esteve de visita ou fazendo parte dos espetáculos.

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