Nóvoa quer referendar perdas "significativas" de soberania para a Europa

Candidato não concretiza medidas que poderão ser objeto de consulta popular, mas no futuro quer debate aprofundado e referendo

Sampaio da Nóvoa admitiu esta quinta-feira em Coruche que quer referendar "diminuições significativas de soberania nacional" no futuro, mas sem concretizar eventuais matérias que sejam objeto da consulta popular.

"No futuro o que direi, se for eleito Presidente da República, é que não aceitarei diminuições significativas de soberania nacional sem que isso seja submetido a um debate aprofundado na sociedade portuguesa e a um referendo", defendeu aos jornalistas o antigo reitor da Universidade de Lisboa.

Depois do seu mandatário concelhio da candidatura, José Coelho, ter afirmado que foram tomadas decisões "de extrema importância" em Portugal que "não foram debatidas e referendadas", os jornalistas confrontaram o candidato presidencial sobre algum referendo que ficou por fazer.

"Eu nunca disse que devia ter havido um referendo no passado. Eu digo é que se houver, no futuro, tratados que possam contribuir para essa diminuição significativa de soberania, julgo que deve ser precedido de uma discussão e de um referendo sobre essa matéria", explicou antes Nóvoa. Que notou que, "neste momento, em sede da Europa, com questões concretas em cima da mesa".

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