Nóvoa: "Guiné Equatorial é um caso muito grave" na CPLP

Candidato presidencial afirma que é preciso refletir sobre a participação do regime de Teodoro Obiang na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

Sampaio da Nóvoa apontou esta sexta-feira à tarde a necessidade da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) refletir sobre a presença da Guiné Equatorial. Interpelado por um jovem, numa tertúlia no Porto, promovida pela sua candidatura, sobre a presença na CPLP de estados que violam os direitos humanos, "como Angola e a Guiné Equatorial", o candidato dividiu as águas. Mas lançou fortes críticas ao regime ditatorial de Teodoro Obiang.

"Não é comparável a Guiné Equatorial e Angola, por muito que nos custem algumas situações em Angola", argumentou Nóvoa. Recordando que, em tempo, tomou posição sobre a detenção de Luaty Beirão e outros ativistas angolanos, Sampaio da Nóvoa notou que "a Guiné Equatorial é um caso muito mais grave e muito pior".

O antigo reitor da Universidade de Lisboa defendeu que é preciso "fazer uma reflexão" sobre a participação deste estado-membro na CPLP. Mas avisando que Portugal não pode tomar "decisões unilaterais".

Sobre Angola disse ter defendido a libertação de Luaty Beirão porque, notou, não se pode "basear a relação" entre estados "em equívocos". Em outubro passado, Nóvoa publicou uma mensagem em que se dizia "sempre ao lado dos direitos humanos" e que, por isso, estava "ao lado de Luaty Beirão e de todos os homens e mulheres que lutam pela liberdade. Seja onde for".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG