Miguel Veiga. Câmara do Porto lembra "personalidade incontornável"

Autarquia decretou três dias de luto municipal pela morte do histórico do PSD

A Câmara do Porto considerou que Miguel Veiga, que morreu esta segunda-feira aos 80 anos, era "uma personalidade incontornável na advocacia e na política em Portugal".

O advogado e fundador do PSD, Miguel Veiga, morreu cerca das 12:30 no Porto, vítima de doença prolongada. O corpo ficará em câmara ardente no Palácio dos Viscondes Balsemão, na Praça Carlos Alberto, no centro do Porto.

A Câmara do Porto anunciou que decretou três dias de luto municipal pela morte de Miguel Veiga e que o funeral do advogado e fundador do PSD se realiza às 15:00 de terça-feira, no cemitério de Agramonte.

Distinguido em 2015 pelo presidente da Câmara do Porto com a Medalha de Honra da Cidade, a mais alta distinção municipal, Miguel Veiga foi um dos apoiantes de primeira hora da candidatura de Rui Moreira, refere a autarquia na sua página na Internet.

"Miguel Luís Kolback da Veiga era visto como homem de ação e de pensamento, vivia no Porto e defendia com orgulho e aguerrido a sua origem portuense. Fez parte de um núcleo restrito de fundadores do PPD, hoje PSD, colaborando na conceção das suas bases programáticas, partido onde ocupou os cargos mais relevantes e pelo qual foi deputado da Assembleia Constituinte", lê-se na nota.

Miguel Veiga, "além de um notável percurso profissional no exercício da advocacia forense e de consultadoria", era também presidente da Comissão de Toponímia do Porto.

A Câmara do Porto considera ainda que "a sua atividade política aproxima-o de valores democráticos, sendo um obreiro dos principais movimentos que têm gerido a cidade do Porto. Arauto da liberdade e independência, Miguel Veiga definia-se também como um buscador e um obstinado errante e um avesso confesso do populismo, com uma racionalidade e coragem invulgares".

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