Marcelo afasta crise política e diz-se tranquilo com Orçamento para 2017

O Presidente da República diz que a crise política "se evaporou" do panorama político português

O Presidente da República afastou esta quinta-feira um cenário de crise política, na sequência das reuniões que fez com os partidos e parceiros sociais, e manifestou-se tranquilo em relação à aprovação do Orçamento do Estado para 2017.

"Basta terem ouvido aquilo que disseram os partidos e os parceiros sociais à saída das audiências para terem percebido que não há crise política e não vai haver crise política", declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, no Instituto Universitário Militar, em Lisboa. "Portanto, a crise política evaporou-se do panorama político português tal como tinha aparecido", considerou.

Questionado sobre o processo de negociação do próximo Orçamento do Estado entre o PS e os partidos à sua esquerda, o chefe de Estado respondeu: "Eu não vejo nenhuma razão de tensão adicional quanto ao Orçamento de 2017".

"Dos partidos que apoiam parlamentarmente o Governo, não ouvi nenhum falar em qualquer hipótese de retirar o apoio ou de haver qualquer cenário, mesmo vago, de crise a propósito do Orçamento de 2017. Não ouvi", acrescentou o Presidente da República, concluindo: "Estou tranquilo. Nesse particular estou muito tranquilo. Fossem todos os problemas iguais a esse. Há outros problemas no mundo, como em Portugal, mas não esse".

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, a discussão dos "plafonds" orçamentais dentro do Governo, entre o Ministério das Finanças e os restantes ministérios, já aconteceu e foi pacífica.

"Eu vi algures dito que isso aconteceu pacificamente há uma semana ou duas", disse.

"Isto significa, portanto, que em termos orçamentais há uma posição já assumida no quadro do Governo. Do que se trata agora, no próximo mês e meio, é de preparar a proposta que vai ser apresentada ao parlamento - que teria sempre e terá sempre de ser apresentada também a Bruxelas", expôs.

Interrogado pelos jornalistas sobre possíveis exigências do PCP e do Bloco de Esquerda (BE) relacionadas com salários e pensões, Marcelo Rebelo de Sousa retorquiu: "Vamos esperar para ver. Eu já disse que a minha convicção é que não haverá nenhum problema crítico em relação ao Orçamento do Estado para 2017".

"Não vale a pena estar a congeminar antes de o problema se vir a colocar, se se acha que não se vai colocar o problema", argumentou.

Ainda em relação ao clima político, o chefe de Estado considerou que "nesta altura do verão" é habitual haver "uma tensão maior", mas declarou que não houve necessidade de descrispação: "Quando os próprios partidos e parceiros dizem que, quanto à crise, não há crise, não há crispação nem é preciso descrispar. É apenas falar do presente e do futuro".

"Houve unanimidade nesse ponto: não é bom para Portugal qualquer crise política", frisou.

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