João Soares diz que a mãe, Maria Barroso, votaria Maria de Belém

Maria de Belém iniciou esta manhã o período oficial de campanha em Alpiarça, numa visita a uma IPSS à qual se juntou o único ministro que a apoia, João Soares.

Visitando a Fundação José Relvas, João Soares explicou o seu apoio à candidata e invocou a sua mãe, Maria Barroso, que morreu em julho do ano passado com 90 anos - e que há alguns anos inaugurou apartamentos para idosos na instituição que a candidatura estava a visitar.

"Eu tenho a certeza - e só eu e a minha irmã prestar este testemunho com a mesma sinceridade, e não quero insistir nesta nota - que se a minha mãe estivesse viva, e infelizmente não está, votaria e apoiaria a Maria de Belém", disse João Soares. "Ela [Maria Barroso] tinha uma profunda estima e uma profunda consideração pela Maria de Belém", reforçou.

Na mesma ocasião, a própria candidata recordou Maria de Barroso. "Fomos amigas, estivemos juntas em muitas circunstâncias, foi uma grande senhora da República, queria portanto prestar homenagem à sua memória".

Maria de Belém explicou a visita a esta instituição como uma forma "simbólica" de saudar a República e os seus princípios, nomeadamente a sua "generosidade" a cuidar dos excluídos e em prol da qualificação das pessoas.

A personalidade que dá nome à fundação, José Relvas, foi um dos grandes protagonistas da República, fazendo a sua proclamação na varanda dos Paços do Concelho em Lisboa e lançando depois como ministro a reforma monetária que criou o escudo. Na sua terra, Alpiarça, pôs os seus recursos e os seus conhecimentos ao serviço do desenvolvimento local e da proteção dos desvalidos.

Depois de conversar com vários idosos que ali vivem, a ex-presidente do PS reafirmou que umas das "marcas" da sua candidatura será "dar relevo à economia social", porque "dá trabalho às pessoas e assim restitui-lhes dignidade".

O cicerone foi o presidente da fundação, Joaquim Rosa do Céu, militante do PS e antigo presidente da câmara de Alpiarça (durante três mandatos).

João Soares explicou o seu apoio dizendo que quer "muito" ter uma mulher como Presidente da República, representando isso um "enorme progresso". Além do mais, as "garantias" que Maria de Belém dá em defesa do Estado Social são para si "absolutamente decisivas". A circunstância de ser militante socialista - a única pessoa do PS envolvida nesta campanha - também se revelou decisiva para a sua escolha, segundo explicou.

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