PCP saúda "vitória bolivariana" de Maduro

Partido condena "manobras" de "ingerência" da União Europeia e dos Estados Unidos da América

Os dirigentes do PCP saudaram hoje o Presidente reeleito da Venezuela, Nicolas Maduro, reiterando a solidariedade com o povo daquele país sul-americano, e condenaram "manobras" de "ingerência" da União Europeia e dos Estados Unidos da América.

"O PCP saúda Nicolas Maduro pela sua reeleição como Presidente da República Bolivariana, com 68% dos votos expressos, bem como o conjunto das forças revolucionárias, progressistas e patriotas venezuelanas que acabam de alcançar uma importante vitória na resistência às manobras de ingerência e desestabilização contra a Venezuela e de crescente bloqueio económico e financeiro do imperialismo, com destaque para o imperialismo norte-americano", lê-se na nota divulgada.

O comunicado comunista destaca a participação de "mais de oito milhões de cidadãos", numa "importante jornada democrática cujos resultados traduzem um significativo apoio popular ao processo bolivariano, tão mais significativo quando expresso num difícil contexto de tentativa de condicionamento da livre expressão do povo venezuelano e de manobras golpistas de boicote eleitoral em que se enquadraram os pré-anúncios de não-reconhecimento das eleições por parte da Administração norte-americana e da União Europeia".

O chefe de Estado venezuelano, Nicolas Maduro, foi declarado vencedor das eleições presidenciais de domingo pela autoridade eleitoral, com perto de 70% dos votos, depois de contados quase todos os boletins

O PCP "reclama do Governo português uma postura responsável e de acordo com os princípios da não-ingerência, que se traduza no respeito pela independência e soberania da República Bolivariana da Venezuela e pela vontade do povo da Venezuela expressa nas urnas", lê-se ainda, após o ministro dos Negócios Estrangeiros, Santos Silva, ter considerado "lamentável" a forma como decorreram as eleições na Venezuela, embora assegurando que o Governo português não tomará qualquer atitude que "prejudique" os portugueses e lusodescendentes ali residentes.

O chefe de Estado venezuelano, Nicolas Maduro, foi declarado vencedor das eleições presidenciais de domingo pela autoridade eleitoral, com perto de 70% dos votos, depois de contados quase todos os boletins.

Maduro obteve 67,7% dos votos contra os 21,2% do principal adversário, Henri Falcon, anunciou a presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, Tibisay Lucena, que afirmou tratar-se de uma "tendência irreversível".

De acordo com o CNE, Maduro foi reeleito com 5.823.728 votos, tendo sido registados um total de 8.603.936 votos válidos, que correspondem a uma participação de 46% dos 20.527.571 eleitores.

O opositor Henri Falcon obteve 1.820.552 votos. O pastor evangélico Javier Bertucci 925.042 e o engenheiro Reinaldo Quijada 34.6714 votos, indicou o CNE.

Apesar de reeleito, Maduro perdeu 1.763.851 votos, em relação a 2013, altura em que foi eleito sucessor do antigo Presidente Hugo Chávez (que presidiu o país entre 1999 e 2013) com 7.587.579.

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