Rio encerra congresso desafiando Governo para reforma da Segurança Social

Novo líder do PSD crítico da ação do atual governo defende reformas

Um desafio do PSD "ao Governo, aos demais partidos e aos parceiros sociais" para uma "reforma que confira justiça, racionalidade económica e sustentabilidade à nossa Segurança Social", foi a principal - senão mesmo a única - novidade do discurso com que o novo líder do PSD encerrou, na FIL da Junqueira, em Lisboa, o 37º congresso nacional do partido.

Fechando uma cerimónia que ficou marcada pelos apupos à ex-bastonária dos advogados Elina Fraga, agora vice-presidente do partido, Rio defendeu também reformas na área da Educação, da descentralização e desconcentração do Estado, da economia e das contas públicas e nas questões da demografia.

Agora sendo já em plenitude de funções o 18º líder do PSD, Rui Rio voltou outra a fazer insistentemente a pedagogia do diálogo interpartidário: "Há estrangulamentos que não são passíveis de serem resolvidos sem a colaboração de todos porque são questões de ordem estrutural que só com entendimentos alargados o país conseguirá ultrapassar".

Ou, dito de outra forma: "Se não houver coragem de enfrentar os mais pesados problemas de Portugal não será nunca por falta de empenho, dedicação e abertura ao diálogo por parte do PSD".

O discurso final de Rio foi todo virado para o país - ou seja, sem recados internos, nomeadamente de resposta ao ex-líder parlamentar Luís Montenegro, que no sábado não só anunciou a sua renúncia ao mandato de deputado como também que será uma reserva para o futuro do PSD. João Pedro Henriques

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.