Tino de Rans é candidato e tem 8.118 apoiantes

Com sete caixotes e um cesto das vindimas com 8.118 proposituras e respetivas certidões, Tino de Rans já esteve esta manhã no Tribunal Constitucional. Mas vai ter que voltar...

Tino de Rans deslocou-se hoje ao Tribunal Constitucional para entregar as assinaturas necessárias à formalização da sua candidatura a Presidente da República, que assume o objetivo de "devolver a alegria ao povo" e pôr "o povo a sorrir".

Com sete caixotes e um cesto das vindimas com 8.118 proposituras e respetivas certidões, Vitorino Silva deparou-se na secretaria com um passo burocrático que faltava para poder formalizar a candidatura - não tinha cópia do seu bilhete de identidade e do documento de identificação da mandatária nacional autenticadas por um advogado.

Assegurando que iria tratar do assunto e que voltará às 15:00 com os documentos em falta, Tino de Rans explicou aos jornalistas os motivos da sua candidatura dizendo que quer "por o povo a sorrir", "devolver a alegria aos portugueses" porque "o povo está triste".

Ao lado da mulher e da mandatária para a juventude, Vitorino Silva acrescentou que não irá desistir por uma questão de respeito para com os milhares de pessoas que assinaram para se poder candidatar e defendeu que a sua candidatura tem "muita dignidade" e prova que "qualquer pessoa, um cidadão normal, pode exercer o seu direito".

"Tenho muito respeito por quem assinou por mim neste percurso porque o terreno foi duro mas tenho a certeza que é no terreno mais duro que nasce o melhor néctar. Foi essa a razão de eu ter trazido um cesto de vindima. A colheita vai ser boa e espero dar uma pinga aos meus adversários", justificou.

"Quando nas sondagens falam de dois ou três candidatos e chamam `outros" aos outros fico triste porque eu não me chamo `outro". Tenho nome, tenho dignidade", disse, sublinhando que até ao momento "ninguém teve um voto".

Tino de Rans adiantou que depois de conseguir autenticar as cópias dos documentos em falta voltará ao Palácio Ratton, pelas 15:00, para então entregar os caixotes e o cesto com as assinaturas, esperando nessa altura ser recebido pelo presidente do Tribunal Constitucional, Joaquim Sousa Ribeiro, que tem recebido todos os candidatos.

As eleições presidenciais realizam-se no dia 24 de janeiro.

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