Líderes que marcaram o PSD

Pedro Passos Coelho

São 17 os líderes que já passaram pelo PSD. Mas há os que, pelo tempo que presidiram ao partido ou pelas circunstâncias, o marcaram mais do que os outros.

Francisco Sá Carneiro e Cavaco Silva

É indiscutível", diz Marques Mendes, que Francisco Sá Carneiro foi o líder mais marcante do PSD. Mota Amaral, antigo presidente da Assembleia da República, afirma que o fundador "fez a composição do código de ADN" do partido. A que Mendes acrescenta que foi o inspirador da social-democracia portuguesa. "Foi um líder carismático e um primeiro-ministro, num tempo curto, mas com obra marcante." O também antigo líder do PSD considera que Cavaco Silva foi outro dos presidentes determinantes. Não só por um longo reinado de uma década no governo, como está associado à melhor altura da economia portuguesa. "Foi até hoje o chefe de governo mais reformador que o país teve", assegura Mendes. Mota Amaral também considera que Cavaco "deixou uma grande marca no PSD".

Passos Coelho e Durão Barroso

Pedro Passos Coelho, que deixará a liderança do partido em fevereiro, é na opinião de Marques Mendes outro dos presidentes a destacar. "Porque foi um primeiro-ministro no tempo mais difícil que a democracia portuguesa viveu até hoje. Um tempo de bancarrota e de intervenção externa mais exigente do que as outras. E demonstrou neste período da troika coragem, sentido de responsabilidade e visão estratégica". Sobre Passos, Mota Amaral também o considera marcante, mas mais pela negativa: "Espero que o partido retome agora a matriz original." E apesar de Durão Barroso ter sido primeiro-ministro durante pouco tempo, as "condições adversas" em que exerceu o mandato - reequilibrar em pouco tempo as finanças públicas, depois de o país cair pela primeira vez no procedimento de défice excessivo - faz dele outro dos eleitos de Marques Mendes.

Pinto Balsemão e Carlos Mota Pinto

Da galeria de antigos líderes, Marques Mendes destaca ainda Francisco Pinto Balsemão, mas não só por ter sido primeiro-ministro. Além de ter tido a "tarefa espinhosa de suceder a Francisco Sá Carneiro", num momento muito traumático para a vida do partido. "Seguiu o legado de Sá Carneiro", lembra Mota Amaral. Mas também foi determinante porque, lembra Mendes, liderou a revisão constitucional mais importante da nossa democracia, a de 1982, que acabou com a tutela militar do regime. Mendes destaca ainda Carlos Mota Pinto porque construiu com Mário Soares o governo de Bloco Central. "Governo esse que é o mal-amado da nossa democracia, mas que teve um papel patriótico na vida nacional", afirma.

Fundado em 1974, o partido teve, além destes seis líderes, mais 11: Emídio Guerreiro, Sousa Franco, Menéres Pimentel, Nuno Rodrigues dos Santos, Rui Machete, Fernando Nogueira, Marcelo Rebelo de Sousa, Santana Lopes, Marques Mendes, Luís Filipe Menezes e Manuela Ferreira Leite.

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