Líder de comunidade cigana vai castigar agressores de enfermeiros

Alberto Melo disse sentir-se envergonhado com comportamento de família que agrediu enfermeiros nas urgências do S. João.

Alberto Melo, mediador da comunidade cigana, disse ao JN que a família que agrediu enfermeiros nas urgências do São João, no Porto, vai ser desonrada e que isso "é pior que levar um tiro".

O caso aconteceu na passada terça-feira, quando uma dezena de elementos de uma família de etnia cigana agrediu um enfermeiro na urgência e tentou atropelar um agente da PSP. Causaram ainda mais cinco feridos. "Condeno veementemente a atitude daquela família, que já está identificada. Foram xenófobos e fizeram coisas inqualificáveis. E vão ser castigados pela nossa comunidade. Vamos desonrá-los, o que para nós é pior que levar um tiro", referiu.

Segundo, o líder da comunidade, os agressores não serão mais convidados para casamentos e batizados. Alberto Melo aproveitou para pedir desculpa pelo comportamento da família.

O episódio aconteceu na noite da passada terça-feira quando cerca de dez pessoas se envolveram em descatos. Na sequência de uma alegada demora de atendimento do doente, foram agredidos dois enfermeiros, um auxiliar e um segurança.

O agente da PSP em serviço no posto policial do hospital tentou fazer detenções e chegou mesmo a concretizar disparos de intimidação, para o ar, mas não evitou a fuga dos envolvidos e só dois foram identificados. Ainda houve uma tentativa de atropelamento do agente.

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