Homem a monte após perseguição e agressão a GNR

Uma fiscalização de trânsito de rotina transformou-se numa caça ao homem. Duas mulheres foram detidas e vão ser presentes a tribunal

Um elemento da GNR foi agredido esta quarta-feira de manhã durante uma "fiscalização de trânsito simples" na localidade de Maxiais, Castelo Branco, de acordo com fonte daquela força policial. O indivíduo que agrediu o militar também terá furtado a arma ao agente.

O homem em causa seguia num automóvel com mais quatro mulheres, todos de etnia cigana, e não parou ao sinal dos agentes da GNR.

"O condutor não obedeceu à ordem e pôs-se em fuga, o que deu origem a uma perseguição policial", disse ao DN o tenente-coronel Fernando Miranda, do Comando Territorial da GNR de Castelo Branco.

A viatura acabou por se despistar e terá sido nessa altura que o indivíduo agrediu o militar "pelas costas" atirando pedras à cabeça do agente que foi encaminhado para o Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco. Depois de ter sido suturado, o militar teve alta e já se encontra em casa.

Segundo o Jornal de Notícias, o suspeito conseguiu ainda roubar uma arma ao elemento da GNR, que foi agredido e imobilizado por uma mulher que também seguia na viatura em fuga, uma situação que o oficial da GNR "não confirma nem desmente".

Segundo a fonte do Comando Territorial de Castelo Branco da GNR, dos quatro detidos, duas mulheres, as alegadas agressoras, vão ficar detidas e vão ser presentes na quinta-feira, ao Tribunal de Castelo Branco.

"As duas agressoras, de 37 anos, vão ficar detidas e vão ser presentes amanhã [quinta-feira] ao Tribunal de Castelo Branco. A terceira é uma menor de 15 anos. O homem não vai pernoitar, porque não foi agressor", disse a fonte.

Neste momento, no terreno estão envolvidos na operação para capturar o condutor da viatura militares do Destacamento Territorial, do Destacamento de Trânsito e do Destacamento de Intervenção da GNR de Castelo Branco.

Ler mais

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.