Fogo em Valongo: 49 casas não estão habitáveis

Os moradores puderam recolher bens de valor, mas não vão poder pernoitar nos apartamentos

Uma comissão técnica da Câmara de Valongo (CMV) avaliou a habitabilidade do edifício que esta manhã sofreu as consequências de um incêndio que deflagrou na garagem e concluiu que 49 casas, das cerca de 100, não estão habitáveis.

Quatro viaturas ficaram destruídas e todos os carros que se encontravam no local - cerca de 20 - sofreram danos, de acordo com o Comandante dos Bombeiros de Valongo, Bruno Fonseca.

Segundo a mesma fonte, os moradores começaram a poder entrar nos apartamentos, apenas uma de cada vez, para avaliar os estragos causados pelas chamas e pelo combate ao fogo. Encontraram "muitas janelas com vidros partidos", de acordo com Bruno Fonseca e desconhecem se poderão pernoitar em suas casas, sendo mais provável que isso não seja possível, avançou.

Os apartamentos mais afetados são aqueles que ficam por cima das garagens, uma vez que o fogo atingiu temperaturas muito elevadas.

Os moradores continuam a aguardar por mais notícias resguardados do frio no interior de um autocarro disponibilizado pela CMV, que deslocou para o local duas psicólogas.

O fogo deflagrou pelas 7h50 desta quinta-feira na Rua de São Bartolomeu, em Valongo e obrigou à evacuação dos 100 apartamentos, todos eles do mesmo prédio, de acordo com fonte dos Bombeiros de Ermesinde. No local estiveram várias corporações de bombeiros: de Valongo, Ermesinde, Areosa e S. Pedro da Cova, confirmou a mesma fonte ao DN.

Foram observadas pelas equipas médicas do INEM 13 pessoas e quatro, três por inalação de fumo e uma por queda, foram transportadas ao hospital de São João, no Porto.

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro do Porto afirmou que o alerta foi dado às 7h50 e que às 9h15 o fogo que deflagrou na garagem do edifício já estava "dominado".

Segundo Bruno Fonseca, pelas 10h40 os bombeiros estavam em fase "de remoção de fumos da garagem".

A mesma fonte indiciou que estiveram envolvidos no combate às chamas 19 viaturas e 55 operacionais de seis corporações de bombeiros.

A causa do fogo é ainda desconhecida e a investigação está nas mãos da Polícia Judiciária.

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