Embaixada dos EUA em Lisboa eleva o nível de segurança

Representação diplomática norte-americana em Portugal pediu um reforço do policiamento perto da embaixada até ao dia 4 de julho

A embaixada dos EUA em Lisboa elevou, esta sexta-feira, o seu nível de segurança depois do roubo de material de guerra na base militar de Tancos. A representação diplomática norte-americana em Portugal pediu um reforço do policiamento perto da embaixada até ao dia 4 de julho, que é feriado nacional nos EUA. A notícia é avançada pela SIC Notícias.

O Exército revelou também esta sexta-feira que entre o material de guerra roubado na quarta-feira dos Paióis Nacionais de Tancos estão "granadas foguete anticarro", granadas de gás lacrimogéneo e explosivos, mas não divulgou quantidades.

"Para além das granadas de mão ofensivas e das munições de 9mm, foram também detetadas as faltas de "granadas foguete anticarro", granadas de gás lacrimogéneo, explosivos e material diverso de sapadores, como bobines de arame, disparadores e iniciadores", indicou hoje o Exército.

Quarenta e quatro lança-granadas e quatro engenhos explosivos "prontos a detonar" foram roubados das instalações militares dos Paióis Nacionais de Tancos na quarta-feira, soube o DN junto de fonte policial que está a investigar o caso. É a primeira vez que ocorre um incidente com esta dimensão em instalações militares. A par deste material, foram ainda roubadas 120 granadas ofensivas e 1500 munições de calibre 9mm (apenas autorizado a forças de segurança e militares) e 20 granadas de gás lacrimogéneo.

Em comunicado para atualizar os dados apurados até ao momento sobre o assalto aos Paióis do Exército em Tancos, o ramo afirmou que não divulgará quantidades exatas do material furtado para não atrapalhar "as investigações em curso".

Os trabalhos de contagem de materiais "foram elaborados pelo Exército na presença da Polícia Judiciária Militar, sendo do conhecimento das autoridades competentes e da tutela", acrescentou o Exército.

PSD pede explicações e fala em situação grave para a segurança nacional

O grupo parlamentar do PSD questionou hoje o Governo sobre se estão a ser tomadas medidas para reforçar a segurança das instalações não só militares mas também civis, na sequência do roubo de material de guerra.

O PSD considerou que o roubo de material de guerra, na quarta-feira, "constitui uma situação extremamente grave para a segurança das instalações militares bem como para a própria segurança nacional no seu todo".

"Perante a gravidade do furto ocorrido em Tancos, já alterou o nível e segurança das nossas instalações militares", questionaram os deputados do PSD Pedro Roque e Bruno Vitorino, num requerimento que deu hoje entrada na Assembleia a República, dirigido aos ministérios da Defesa e da Administração Interna.

Os deputados perguntam ainda se estão a ser tomadas medidas para "fortalecer" as instalações de caráter civil.

O PSD sustentou que, apesar de ainda não se saber quem são os autores do crime e a sua real intenção, "importará que, a parte o Governo, possa existir uma atitude proactiva no sentido de que a segurança pública possa continuar a ser assegurada tendo em conta o aumento da ameaça potencial resultante do roubo de armamento de guerra".

Para o PSD, as declarações do ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, classificando o furto como "grave", são "insuficientes" perante "as consequências práticas que poderão advir deste furto".

O Exército anunciou na quinta-feira que foi detetada quarta-feira ao final do dia a violação dos perímetros de segurança dos Paióis Nacionais de Tancos e o arrombamento de dois 'paiolins', tendo desaparecido granadas de mão ofensivas e munições de calibre 9 milímetros.

"Os incidentes foram detetados por uma ronda móvel, elemento do sistema de segurança dos Paióis", refere o comunicado.

No mesmo dia, em Bruxelas, o ministro da Defesa reconheceu que o roubo de granadas de mão ofensivas e munições das instalações militares dos Paióis Nacionais de Tancos "é grave" e garantiu que não ficará "nada por levantar" nas averiguações.

"Evidentemente é um facto grave, não vale a pena estar a desvalorizar esse facto. É sempre grave quando instalações militares são objeto de ação criminosa tendente ao furto justamente de material militar", para mais quando "não foi roubada uma pistola, não foram roubadas duas, foram roubadas granadas", disse Azeredo Lopes.

Em atualização.

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