CDS volta a pedir a demissão da ministra da Administração Interna

Nuno Magalhães reage a notícia do DN sobre alterações à Lei dos Estrangeiros prevendo flexibilização da legalização de imigrantes.

A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, "não tem condições para se manter num lugar em que a ninguém lhe dá crédito", afirmou hoje ao DN o líder parlamentar do CDS. Isso só acontece, prosseguiu, por "pura teimosia e taticismo político" do primeiro-ministro.

Para Nuno Magalhães, o que está em causa são as alterações à Lei dos Estrangeiros aprovadas pela esquerda no Parlamento. "O CDS considera grave a aprovação desta lei" que "necessariamente" terá "um efeito de chamada [de imigrantes para vir para Portugal]".

Além disso, foi "aprovada em contraciclo com os restantes países da União Europeia" e dá "um sinal de desleixo que só prejudica a imagem de Portugal e do SEF [Serviço de Estrangeiros e Fronteiras] em termos internacionais".

Assim, para os centristas, Constança Urbano de Sousa "demonstra incapacidade e desorientação que a torna incapaz para o lugar". E, "pior que tudo" , "tenta agradar à maioria que a suporta pondo em causa os serviços que tutela e, mais grave ainda, a segurança nacional".

O DN escreveu que, contra o parecer do SEF, os imigrantes podem agora ser legalizados apenas com "promessa" de trabalho e sem visto de entrada.

A direção do SEF emitiu uma nota dirigida a todos os dirigentes distritais, na passada sexta-feira, dizendo que até o MAI clarificar o alcance das novas regras está suspenso o chamado SAPA, o serviço de agendamento online onde os imigrantes registam as suas "manifestações de interesse".

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