Marques Mendes antecipa "um segundo aumento extraordinário das pensões"

Comentador da SIC caracterizou de "surreal" a decisão do primeiro-ministro de manter a ministra da Saúde demissionária, Marta Temido, em funções por mais duas ou três semanas.

Segundo Luís Marques Mendes, a medida "mais emblemática" do pacote de apoio social, que o Governo apresentará nesta segunda-feira, será um "segundo aumento extraordinário que desta vez será para a generalidade dos reformados e pensionistas". No habitual espaço de comentário na SIC, o antigo líder do PSD, lembrou que o plano será "robusto e impactante" e fica "um pouco abaixo dos dois mil milhões de euros".

Para o conselheiro de Estado não há dúvidas de que o plano "é muito urgente", mas "é necessário e há condições financeiras para isso". Segundo Marques Mendes, o Governo de António Costa avançará com medidas nas áreas social, fiscal e da energia. E defendeu que, na área das rendas, a solução mais provável será um travão ao aumento anunciado. E das duas uma: Ou mete um travão aos 5,43% previstos ou avança com uma subsidiação dos inquilinos.

E depois de caracterizar de "surreal" a decisão do Primeiro Ministro de manter a ministra da Saúde demissionária, Marta Temido, em funções por mais duas ou três semanas, anunciou que o substituto terá de ter um perfil "mais reformador" e aí o nome mais indicado será Fernando Araújo, atual presidente do conselho de administração do Hospital de São João, no Porto. Mas se António Costa quiser alguém mais "pacificador", aí a escolha poderá ser Manuel Pizarro ou o atual secretário de Estado Lacerda Sales.

O pacote de medidas de apoio às famílias para fazer face à subida da inflação será aprovado no Conselho de Ministros Extraordinário, que, nesta segunda-feira, se reúne no Palácio da Ajuda a partir das 15.00.

Entre as medidas estará, segundo fpi adiantado pela Comunicação Social, a atribuição de um cheque de 100 euros às famílias para ajudar a suportar o aumento dos custos com energia e alimentação.

Além dos beneficiários das prestações sociais mínimas e da tarifa social de energia - a quem este ano foi atribuído um apoio ao cabaz alimentar de 60 euros - também os agregados de escalões de rendimento da classe média poderão vir a ser abrangidos por este cheque de 100 euros.

Outra das medidas que poderá estar em cima da mesa é o adiantamento aos reformados de parte do aumento que estava previsto para o próximo ano, por via da atualização automática das pensões, calculada com base no crescimento médio anual do PIB (Produto Interno Bruto) dos últimos dois anos e na inflação apurada em novembro deste ano.

Esta semana, durante a sua visita oficial a Moçambique para a V Cimeira Luso-Moçambicana, quando questionado, o primeiro-ministro remeteu a divulgação das medidas para hoje afirmando que "a força vem da calma".

António Costa defendeu que "é necessário assegurar que quer as famílias, quer as empresas têm condições de enfrentar esta situação", salientando que, em relação às empresas, só depois do Conselho de Ministros da Energia da União Europeia agendado para dia 09 é que fará sentido tomar medidas.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse este fim de semana que o pacote de medidas que o Governo irá apresentar deve ser urgente, flexível e dirigido aos mais carenciados, mas também à classe média.

Marcelo defendeu um equilíbrio, considerando que é preciso atuar com urgência, mas que as medidas devem ser ajustadas mês a mês.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG